SANEAMENTO BÁSICO

Presidente do TCE expõe falta de água potável em cidade de MT e diz que crianças bebem água contaminada

Barão de Melgaço é o único município que está dentro do Pantanal jogando todo o seu esgoto in natura dentro do Pantanal

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, nesta terça-feira (19), voltou a abordar um tema muito sensível para todos, que é o saneamento básico na cidade de Barão de Melgaço (a 110 km de Cuiabá), em que crianças que frequentam escolas e creches daquela cidade têm consumido água contaminada em meio à falta de água potável no município. Ele afirmou que integrantes da autarquia constataram os problemas in loco, até mesmo na Prefeitura Municipal.
“Barão de Melgaço é uma cidade onde as crianças de creche bebem água contaminada. Em Barão de Melgaço não tem tratamento de água. Ele é o único município que está dentro do Pantanal jogando todo o seu esgoto in natura dentro do Pantanal. É algo inadmissível”, disse o conselheiro em entrevista nesta terça-feira (19).
“Nós mandamos o Tribunal de Contas analisar a água de Barão de Melgaço e nós fomos nas creches, fomos nas escolas. A água da prefeitura é contaminada, de creche de crianças de dois, três anos, contaminada com o esgoto da cidade, então não dá para se aceitar”, completou.
O conselheiro disse que a discussão que o Tribunal se propõe a fazer vai muito além de julgar as contas dos municípios que não conseguem caminhar com as próprias pernas, mas, sim, ao contrário, ao contrário, vai muito mais além. “É discutir como aquele município pode caminhar com as próprias pernas”, pontuou.
Ele afirma que esse é um dos pontos de partida para motivar políticas públicas que gerem qualificação e oportunidade de emprego nas cidades de Mato Grosso. “É obrigação do Tribunal propor políticas públicas”.
A cidade de Barão de Melgaço tem a menor renda média da população mato-grossense, com R$ 200,00. O valor é 13 vezes menor do que o observado em Primavera do Leste, com renda de R$ 2.776,00, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social de 2023.

 

 

 

 

 

 

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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