VÁRZEA GRANDE

Prefeitura reduz folha em 40% e garante pagamento dentro do mês trabalhado

Esforço financeiro para aliviar ‘herança’, de mais R$ 140 milhões em restos a pagar, está garantindo manutenção dos serviços e quitação mensal do funcionalismo

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Política

SECOM/VG

A gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti e do vice Tião da Zaeli, ambos do PL, alcançou redução histórica de 40% sobre a folha de pagamento do funcionalismo municipal, garantindo o equilíbrio financeiro e a continuidade dos serviços públicos. Essa conquista, logo no primeiro mês de mandato, reforça o compromisso com os servidores ao realizar o pagamento dos salários no próprio mês trabalhado. O pagamento referente a janeiro foi efetuado ontem, quinta-feira, dia 30.

A redução de pessoal era uma promessa de campanha e é mais um compromisso executado nas primeiras semanas da atual gestão.

A primeira folha salarial da atual gestão fechou em R$ 33,37 milhões, representando uma economia significativa de R$ 12,58 milhões em relação à média das folhas mensais do ano anterior, quando os custos com pessoal somavam cerca de R$ 45,96 milhões.

A prefeita Flávia Moretti ressaltou a importância dessa reestruturação financeira para a cidade. “Nosso objetivo sempre foi garantir uma gestão equilibrada, sem comprometer a qualidade dos serviços públicos. Com responsabilidade e transparência, conseguimos reduzir gastos e ainda manter o pagamento dos servidores rigorosamente em dia, podendo, inclusive, antecipá-los”, afirmou.

Como afirmou a prefeita, não houve mágica, mas sim um esforço coletivo de todas as Pastas envolvidas diretamente na folha. “Priorizamos as atividades fim, por isso, ao invés de ‘fiscais de corredores’, focamos em quem de fato oferta o serviço público: profissionais de saúde, da educação, da limpeza urbana, fiscalização, e isso fez a diferença na folha sem impactar na rotina do Município”.

O secretário municipal de Gestão Fazendária, José Francisco Mazzuco Júnior, reforçou que a iniciativa demonstra a seriedade da administração. “O compromisso da prefeita Flávia Moretti não é apenas discurso. Com trabalho técnico e planejamento, estamos reduzindo despesas, garantindo estabilidade financeira e honrando os servidores com o pagamento dentro do mês trabalhado”, destacou.

A Chefe do Executivo Municipal ressaltou que “mesmo diante do desafio de administrar uma dívida herdada de mais de R$ 140 milhões em restos a pagar, a gestão municipal segue empenhada em manter a qualidade dos serviços prestados à população, assegurando que cada real economizado seja revertido para melhorias na cidade. Essa é a nova postura administrativa que reflete um compromisso com o bem-estar da comunidade e o desenvolvimento sustentável de Várzea Grande. Estamos nos desdobrando para fazer o melhor. Se você trabalha certo, as coisas boas acontecem”, concluiu a Moretti.

Por RAFAELA MAXIMIANO/SECOM

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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