VG já vacinou 7.497 crianças
Prefeitura de Várzea Grande planeja ações para incentivar pais e crianças a se vacinarem
Desde o início da campanha, contabilizando os dados do dia ‘D’, Várzea Grande já vacinou 7.497 crianças
Política
Uma meta estabelecida pelo prefeito Kalil Baracat em reunião com o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, se esperam atingir ou superar, no decorrer desta semana, a marca de 10 mil vacinados de um público estimado pelo Plano Nacional de Imunização – PNI do Ministério da Saúde, da ordem de 40 mil crianças em idade entre 5 a 11 anos. Desde o início da campanha, contabilizando os dados do dia ‘D’, Várzea Grande já vacinou 7.497 crianças.
Após os resultados do Dia realizado no sábado (12), quando foram vacinadas 2.023 crianças em dois locais, já que a recomendação do Ministério da Saúde é de locais separados para vacinação de crianças em relação aos demais públicos.
O secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, esteve nos locais acompanhando o trabalho da Secretaria da Saúde e enfatizou que é muito importante esta adesão dos pais, para que gradativamente, eles passem a confiar na ciência e na Saúde Pública, pois a melhor forma de proteger a criança da pandemia é vacinando. O secretário também anunciou, com a anuência do prefeito Kalil Baracat, um novo ponto fixo, para vacinar crianças no município, ficando a Unidade de Saúde do bairro Santa Isabel, exclusivo para vacinar os pequenos.
Todo um planejamento tem que ser montado com logística e pessoal para se colocar uma Unidade de Saúde exclusivamente para se vacinar crianças.
“Estes dados são o reflexo da vacina, da dedicação da linha de frente, da evolução da ciência e da responsabilidade de cada cidadão que está garantido sua imunização. Pelo balanço apresentado tivemos uma adesão positiva no Dia D, o que nos traz uma tranquilidade maior, pois estamos conseguindo avançar com a imunização dos menores, conforme o planejado. Mesmo assim, solicito aos pais que compareçam na unidade de saúde para vacinar as crianças. Vamos esta semana, também planejar novas iniciativas para alavancarmos ainda mais a vacinação. Independente do momento, a prioridade do governo Kalil Baracat é uma vida mais segura para todos”, destacou o secretário da Saúde, Gonçalo de Barros.
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande passa a partir de agora a ter a Unidade Básica de Saúde do Santa Isabel funcionando todos os dias da semana das 8 às 11 hs e das 13 às 16 hs e de forma itinerante com calendários previamente anunciados na Clínica Médica da UNIVAG e está definindo mais um ponto fixo no centro da cidade para contemplar aqueles que dependem de transporte coletivo para levarem os filhos para vacinação.
“A vacinação de crianças exige uma nova metodologia, toda uma logística diferenciada, pois os menores dependem dos pais para serem vacinados e, portanto, temos que nos adequar a realidade de todos eles, pois eles trabalham e tem outros afazeres”, disse Gonçalo Barros.
Ele lembrou ainda que de acordo as recomendações do Ministério da Saúde o imunizante Pfizer é destinado para crianças com comorbidades ou deficiências e para crianças até 5 anos. Já a Coronavac está liberada para o público de 5 a 11 anos, com ou sem comorbidades. Os pais, conforme orientação médica, poderão vacinar, conforme indicação do pediatra. A Saúde Municipal disponibiliza ambos os imunizantes.
Além de efetuar o agendamento online, para vacinar as crianças, é necessário que ela esteja acompanhada dos pais ou de um adulto munido do termo de autorização dos responsáveis. Também é obrigatório apresentar RG ou certidão de nascimento da criança, documento com foto do adulto responsável que acompanha a criança, CPF ou Cartão SUS, além do comprovante de endereço de Várzea Grande.
Outra recomendação para pais ou responsáveis é realizar o cadastro das crianças no site da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, pelo endereço eletrônico, www.varzeagrande.mt.gov.br, e clicar no banner de imunização. O registro antecipado dos dados contribui para agilizar o atendimento nos locais de vacinação, reduzir o tempo de espera e evitar aglomerações.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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