VÁRZEA GRANDE

Prefeitura de Várzea Grande e GAAT homenageiam mulheres com aula de dança

Evento abriu série de ações alusivas ao Mês da Mulher em Várzea Grande. Programação busca o empoderamento, a valorização da autoestima e a saúde da mulher

Publicado em

Política

Foto: SECOM VG

A dança como empoderamento, valorização da autoestima e saúde da mulher. Estes foram os objetivos da aula de dança conduzida pelo professor de educação física, Fernando José da Silva, em frente à Prefeitura de Várzea Grande no final da tarde de ontem (6). A ação abriu o mês comemorativo alusivo ao Dia Internacional da Mulher.

Logo na abertura do evento, o prefeito Kalil Baracat, pontuou que a abertura às comemorações do Mês da Mulher deveria ter à frente uma mulher. Em um gesto de respeito e gentileza, cedeu a palavra à sua esposa, a primeira-dama de Várzea Grande e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat.

 

SECOM VG

Ela destacou em sua fala a atitude do gestor municipal e a força da mulher que desenvolve diferentes e importantes papeis na sociedade. “É muito simbólico, o prefeito que é o Chefe do Executivo Municipal, me deixar falar para abrir esse evento. Você demonstra o respeito e apreço que tem pelas mulheres várzea-grandenses. Quero dizer que hoje é só o início das comemorações deste mês. Nós que somos mulheres sabemos o quanto é difícil equilibrar tantos papeis ao mesmo tempo: de trabalhadora, de servidora, de mãe, de esposa, de amiga, de tia, de vizinha; um homem jamais conseguiria fazer tudo o que nós fazemos”.

SECOM VG

“Hoje damos início às comemorações do Mês da Mulher e nada mais justo que uma mulher, a que idealizou essa programação com tanto carinho, falar aqui com vocês. Quero também parabenizar a cada uma de vocês aqui presente, pela luta, dedicação, e pela força. A nossa população hoje é formada por 52% de mulheres e os outros 48% são filhos de mulheres, então as mulheres mandam nós homens estamos aqui sé de figurantes”, disse Kalil Baracat.

A primeira-dama ainda destacou em sua fala as mulheres que abriram caminho na conquista dos direitos femininos. “Nós precisamos sim ser reverenciadas e torço e espero que a cada dia mais mulheres ocupem cargos, que tenham voz, para que possamos ser cada vez mais representadas. Aqui eu lembro todas as mulheres que vieram antes de nós e lutaram para que pudéssemos ter direito ao voto, que abriram caminho para que pudéssemos trabalhar fora, para que pudéssemos ocupar lugares de destaque e decisão. Aqui neste município temos três vereadoras, duas secretárias e várias secretárias-adjuntas e isso enche o meu coração de orgulho. Mulheres vocês são importantes, parabéns”, concluiu sua fala, Kika Dorilêo Baracat.

Secom-VG

O evento contou com a participação da Miss Várzea Grande 2023, Brenda Carvalho. “Aprendi com essa disputa à miss que uma pessoa simpática, agradável e que cativa naturalmente as pessoas é algo natural no ser humano e vem da essência dele. E, a primeira-dama Kika Baracat tem essas qualidades e acredito que através dela é possível inspirar mulheres de todas as idades e origens. Meus parabéns à iniciativa dela em valorizar e amar as mulheres várzea-grandenses”, declarou.

A ação foi organizada pelo Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras (GAAT) em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer, Secretaria de Saúde e Guarda Municipal.

A estrutura física foi montada com palco, tendas, tablados e som. A Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Lazer também disponibilizou água, frutas, seis nutricionistas, 25 professores de educação física que ficaram responsáveis pelo aquecimento no início e o alongamento no final da aula, além da massagem Quick. Já a Secretaria de Saúde disponibilizou uma ambulância com uma enfermeira e uma técnica de enfermagem.

“Nós trouxemos as frutas e água para hidratação e também demos dicas de como se alimentar de forma saudável. Devemos comer todos os dias frutas e verduras que são fontes de fibras e vitaminas. Devemos também comer carnes, frangos, peixe e ovos, que são fonte de proteína, além de carboidratos que são o arroz, o feijão, o macarrão, bata e mandioca. Mais importante de tudo: evitar excessos, refrigerantes, doces e guloseimas”, sugeriu a nutricionista Mônica Aparecida Gonçalves.

AULA DE DANÇA SERÁ PERMANENTE – Já no final do evento o professor de educação física, Fernando José da Silva, anunciou que a aula de dança será permanente e ocorrerá toda última sexta-feira do mês.

“As aulas sempre serão aqui em frente à prefeitura. É um presente permanente da primeira-dama Kika Dorilêo Baracat às mulheres de Várzea Grande. Importante destacar que nem todas as pessoas gostam ou têm condições de frequentar uma academia e essa iniciativa tráz uma forma inovadora de bem-estar e autoestima. Através da dança, e seus diversos ritmos, a mulher pode ficar em forma, usar a sua sensualidade e feminilidade que muitas vezes fica em segundo plano”, explicou o professor.

Mulheres de todas as idades e tipos físicos participaram e aprovaram a iniciativa. “A dança dá liberdade para se expressar, ela faz a gente se sentir livre e também permite interação com a sociedade. Com certeza também é uma forma de terapia e de aprender a se amar”, declarou a funcionária pública Kelcilene Brites Curado.

A professora aposentada Dimam dos Santos Pereira, 62, disse que ficou maravilhada com a aula.  “A aula foi ótima eu me surpreendi, também passei pela massagem quick, me hidratei e comi frutas. Foi um final de dia incrível e agora que teremos todo o mês essa aula, com certeza vou participar”, disse.

Fonte: SECOM VG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

Publicados

em


A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA