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Prefeitura de Cuiabá inicia reparos na Ponte da Moinho

José Roberto Stopa, explicou que as rupturas foram provocadas em decorrência da estrutura antiga, acompanhadas do grande volume de chuvas contabilizados este ano

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Foto: Gustavo Duarte

A Prefeitura de Cuiabá, por intermédio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, iniciou, neste sábado (19), a obra de reconstrução da cabeceira da Ponte do Moinho, localizada na avenida Arquimedes Pereira Lima. Os trabalhos serão concluídos em 10 dias, com investimentos de aproximadamente R$ 150 mil. 

O prefeito em exercício, José Roberto Stopa, explicou que as rupturas foram provocadas em decorrência da estrutura antiga, acompanhadas do grande volume de chuvas contabilizados este ano, fatos estes que contribuirão para o comprometimento da ponte. 

“É uma ponte de mais de 30 anos. Vamos fazer aqui um trabalho árduo de cerca de 10 dias, em virtude do excesso de chuvas, solapou, ou seja, levou toda a cabeceira embora. Precisamos fazer essa intervenção, pois corria riscos da ponte ser levada pelas chuvas. Estamos fazendo obras de contenção para que a gente possa devolvê-la em dias, oportunizando que a população usufrua desta importante avenida, em condições de trafegabilidade e segurança”, elencou.

Na manhã desta sexta-feira (18), a pista sentido bairro-centro foi interditada pela Civil em razão de uma erosão registrada no local. Com a finalidade reforçar a segurança dos pedestres e motoristas que trafegam pelo trecho, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) esteve presente, implantando toda a sinalização adequada, inclusive, com auxílio de blocos de concreto. 

Os agentes municipais fizeram adequações na pista bairro-centro, a fim de minimizar os impactos no trânsito, transformando-a em mão dupla. Desta forma, a orientação aos condutores é que acessem rotas alternativas de deslocamento neste período. 

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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