PARCERIA

Prefeito recebe visita de novo reitor do IFMT

Emanuel garantiu que a prefeitura está de portas abertas para criação de projetos em benefício da população

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Política

O prefeito de  Cuiabá, Emanuel Pinheiro, mais uma vez consolidou parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT).  Nesta segunda-feira (26), o chefe do executivo municipal recebeu no Palácio Alencastro o novo reitor da instituição, o professor Julio César dos Santos, para tratar de parcerias em projetos que beneficiarão a população. A reunião foi intermediada pelo deputado federal, Emanuel Pinheiro Neto. 

“Assumimos a gestão do IFMT há 90 dias e em Cuiabá, está situado o nosso campus mais antigo, o Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva,  unidade centenária e histórica na Capital, que fica no Centro. Viemos estreitar os laços com a Prefeitura para construir pautas positivas para a comunidade da nossa baixada Cuiabana. Fomos muito bem recebidos pelo prefeito Emanuel e pelo deputado federal Emanuel, que foi quem intermediou nossa reunião e diálogo. Vamos avançar na construção de projetos em conjunto e que sem dúvida  nenhuma vai trazer  benefícios para a população cuiabana”, disse o reitor.  

Foto: Gustavo Duarte

O prefeito Emanuel desejou  uma boa administração ao novo reitor e garante a Prefeitura de portas abertas para a instituição. “Fico muito feliz que esta instituição de respeito e com bons profissionais esteja com a gestão para buscarmos melhorias para a população.  O IFMT sempre foi parceiro da nossa gestão, já tivemos cursos ministrados pela instituição com apoio da prefeitura e várias ações em conjunto no combate  ao vírus da Covid-19”, destacou o gestor da Capital. 
Durante a reunião o reitor contou que pretende retomar em breve, a reforma do anfiteatro do Campus Cuiabá. “O impacto por estar parado é grande. Esse anfiteatro é fundamental para atender o público cuiabano. Ali é um local para os artistas cuiabanos se apresentarem e é um laboratório para todos os 5 mil alunos cuiabanos e também para os outros 28 mil alunos do estado”, concluiu. 
Participaram da reunião o diretor geral campus Cuiabá, Alceu Aparecido Cardoso,  Secretário de Governo, Luiz Cláudio, adjunta de Direitos Humanos,Christiany Fonseca,   chefe de gabinete da reitoria geral, João Germano, diretor da escola de formação do IFMT –  Ivo da Silva. 
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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