SEGURANÇA E EFICIÊNCIA
Prefeito Kalil entrega novos kits e uniformes para agentes de combate a endemias
O KIT É FORMADO POR UNIFORMES ESPECIAIS, TÊNIS, BONÉ, BOLSA DE LONA, PROTETOR SOLAR, CALCULADORA ELETRÔNICA, MATERIAIS DE PAPELARIA, FITA MÉTRICA, PRANCHETA, MÁSCARA DE PROTEÇÃO FACIAL, ENTRE OUTROS ITENS
Política
Figurando desde 2019 com níveis em constante queda na proliferação de doenças endêmica (Dengue, Zika Vírus, Chikungunya) e em menores índices que a grande maioria das cidades de Mato Grosso e do Brasil, graças a realização de medidas de contenção como bloqueios sanitários, medidas educativas como ações de visita casa-a-casa com orientação em saúde e principalmente com a eliminação de focos detectados, Várzea Grande quer avançar ainda mais, tanto que após enquadrar os Agentes de Combates a Endemias, conforme a Lei Federal, entregou Kits de uniformes e materiais para fomentar o trabalho destes profissionais tão essenciais no dia-a-dia da cidade.

Secom-VG
Os Kits com uniformes e materiais necessários ao bom desempenho da função dos Agentes de Combate às Endemias tem a função de primeiro resguardar a segurança tanto da população que pode abrir seu imóvel para receber a fiscalização como do próprio servidor público ou agente de endemia que necessita do aparato para estar protegido. Fora isto, o simples uso da calculadora eletrônica se demonstra essencial para que os Agentes de Combate às Endemias possam mensurar a quantidade de larvicida a ser aplicado nos focos eliminando os mesmos sem riscos para a saúde humana.
“O servidor público tem um papel decisivo na Gestão Pública, pois sua missão é a de servir a sociedade. E o meu compromisso enquanto gestor é o de reconhecer a sua importância entregando políticas públicas também para os nossos colaboradores. Todos têm um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento de nossa cidade, através de realização de serviços essenciais e relevantes aos várzea-grandenses”, disse o prefeito Kalil Baracat, no Centro de Zoonoses, durante a entrega de 135 Kits-Uniformes aos Agentes de Combate às Endemias da Saúde Pública Municipal.
Em sua conversa com os servidores, o prefeito Kalil Baracat, destacou a importância de oferecer melhores condições de trabalho aos servidores que atuam no combate de doenças como a Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Ele também enfatizou que os agentes são o elo entre a comunidade e a secretaria municipal de Saúde, no caso o Poder Executivo.

Secom-VG
Kalil Baracat lembrou de um simples benefício colocado nos Kits entregues aos Agentes de Combates de Endemias, além dos uniformes e equipamentos, o protetor solar, essencial para aqueles que ficam dia após dia de sol a sol trabalhando em prol da população e estando diretamente sob a influência do calor comum em Mato Grosso.
“Queremos a união de todos os servidores, e que todos tenham em cada local de trabalho condições para que exerçam suas funções com excelência e contribuam para a qualidade da saúde pública e consequentemente da vida das pessoas. Vocês realizam um trabalho fundamental que merece ser valorizado. Por isso, a Administração trabalha arduamente para a melhoria das políticas públicas aos servidores em geral”, salientou o prefeito.
O kit é formado por uniformes que variam entre os profissionais de acordo com a função de cada um, pois quem fiscaliza os Pontos Estratégicos (P.E.) tem uniformes ainda melhores, par de tênis, boné, bolsa de lona, protetor solar, calculadora eletrônica, materiais de papelaria, fita métrica, prancheta, máscara de proteção facial, entre outros itens.

SECOM VG
De acordo com o secretário municipal de Saúde Gonçalo Barros, seguindo a mesma linha do prefeito Kalil Baracat, que é o de oferecer melhores condições de trabalho, para aqueles que defendem a população e a cidade de doenças e epidemias diariamente é fundamental.
“O Kit composto de uniforme e materiais será fundamental para o serviço realizado por todas as equipes, pois o conteúdo deles contribui para a segurança da população e dos agentes durante suas atividades diárias. Com calçados, protetor solar, roupas adequadas, além de tê-los identificados e padronizados faz parte da gestão saúde que queremos apresentar, um modelo de organização para que os usuários que recebem os agentes, em suas casas, tenham segurança e reconheçam quem são profissionais que oferecem serviços”.
Ainda disse que a gestão do prefeito Kalil Baracat tem valorizado o servidor em todas as categorias, reconhecendo a importância de todas elas, “principalmente vocês que estão na ponta, de casa em casa, nos bairros e nas áreas rurais, captando, cuidando, prevenindo e orientando a população, sobre como evitar doenças epidemiológicas”.
O prefeito Kalil Baracat agradeceu a todos os servidores presentes no ato de entrega. “Eu sou grato a vocês, agentes de endemias, por todo empenho e dedicação. Nós reconhecemos que vocês trabalharam em um momento crítico, durante dois anos, se expondo muito no contágio da covid-19, além de se submeterem também a outras doenças endêmicas”
Kalil sublinhou que os agentes de endemias são guerreiros que estão na linha de frente para salvar a vida dos outros. “O que vocês fazem é um ato de mérito para a gestão: além de salvar vidas, expõem suas próprias vidas. Por isso recebem todo o apoio do Poder Executivo para que também estejam seguros”.
Gonçalo de Barros explicou para o prefeito sobre as atividades dos agentes no seu dia a dia estão bem equipados e terão o reconhecimento da sociedade, para entrar nas casas e realizarem seus serviços.
“Os agentes realizam trabalhos externos indo até os locais para verificar se não existem problemas que possam trazer doenças para a população. Uma das atividades bastante conhecidas é verificar se não existe água parada, e, dessa forma impedir que o mosquito transmissor de doenças, como a Dengue, se prolifere. Nesse sentido, o uniforme é muito importante para a identificação do profissional”.
Gonçalo destacou que a entrega representa um momento especial porque estes profissionais são de relevante importância para comunidade.
“Queremos o melhor para os nossos agentes, por isso, estamos sempre buscando investimentos que promovam o bem-estar e beneficiem melhores condições de trabalho, o que refletirá em uma prestação de serviço de mais qualidade à população. Ressalto que o trabalho deles é de grande importância para as comunidades da nossa cidade”.
As agentes de endemias, Meire Rosa da Silva, 16 anos de atuação, Cleonice de Arruda Amorim, 24 anos de atuação, e Cristiana Carvalho da Cruz, 21 anos de atuação, receberam os Kits das mãos do Prefeito Kalil Baracat e do secretário de Saúde, Gonçalo de Barros. As servidoras comungam da mesma ideia.
“Agora, estaremos mais bem identificadas pelos moradores, passando mais confiança para a população. Afinal, atuamos de forma que é necessário adentrar nas residências, e identificados da maneira certa, vamos conseguir passar uma maior segurança durante a fiscalização”.
As agentes descreveram seu dia a dia laboral, por vezes encontrando dificuldades quando se trata de verificar quintais das residências.
“Nós vistoriamos residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para buscar focos endêmicos. Fazemos inspeção cuidadosa de caixas d’água, calhas e telhados. Aplicamos larvicidas e inseticidas. A população vai se sentir mais segura, com essa identificação. O kit tem a logomarca da Prefeitura, o que facilita em muito nosso trabalho. Os nossos agradecimentos ao prefeito por mais esta ação”, disseram elas.
Fonte: SECOM VG
Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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