DINÂMICA DE GESTÃO

Prefeito Kalil define em Várzea Grande mais estratégias de vacinação contra a Covid-19

Escolha do local é feita pela própria pessoa que deve consultar o site de para o pré-cadastro ou para a confirmação de data, local e horário de receber sua dose

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Política

SECOM VG

Com uma média diária de mais de 2,5 mil vacinas aplicadas, Várzea Grande está alterando seu planejamento na campanha de imunização contra a COVID-19, de conformidade com o público-alvo que é quem escolhe um dos quatro locais de vacinação, o Ginásio Júlio Domingos de Campos (Fiotão); o Parque Berneck; o Centro Universitário Várzea Grande – UNIVAG ou o Miniestádio do Jardim dos Estados.

“Somente nesta última terça-feira, 20, Várzea Grande aplicou 3,5 mil doses de vacina, um número expressivo para um dia de semana, das 8 horas da manhã até às 22 horas”, comemorou o prefeito Kalil Baracat, sinalizando que se tivessem vacinas disponíveis já teria vacinado toda sua população, pois apesar de toda dificuldade de acessar vacinas, já foram aplicadas 96% de todas as doses recebidas, segundo relatório do Governo Estadual.

Para o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, como se trata de uma pandemia, que tem toda uma dinâmica especial, estão sendo implementadas medidas que façam o enfrentamento da COVID-19 com suas particularidades.

Secretário Gonçalo: “Avançamos muito no processo de imunização da população” – Secom-VG

“Como percebemos a existência de públicos distintos, que frequentam os diversos pontos de vacinação, seja por meio de drive-thru ou ponto fixo, fizemos planejamentos de conformidade com o perfil deste público, logo teremos no Ginásio do Fiotão maiores chances de demora em cumprir as faixas etárias”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, frisando que “no atual momento, Várzea Grande coloca em prática vacinação na faixa de 30 a 34 anos na UNIVAG e no Jardim dos Estados, e de 35 a 39 anos no Fiotão e no Parque Berneck.

Segundo Gonçalo de Barros, a cada dois ou três dias, Várzea Grande vai fazer alterações em seu planejamento de vacinação, desde o calendário, passando pelas faixas etárias e insistindo no Resgate Cidadão para vacinar aqueles que por qualquer motivo perderam a primeira ou a segunda dose da vacina de 60 anos acima.

“Veja que nos próximos dias teremos vacinação de duas faixas etárias, 35 a 59 anos e de 30 a 59 anos, então é importante que as pessoas prestem a atenção, se informem e principalmente acessem o site oficial de Várzea Grande pelo endereço www.varzeagrande.mt.gov.br, na aba IMUNIZAÇÃO VÁRZEA GRANDE e realizem o pré-cadastro ou confirmem a validação do mesmo pela Secretaria Municipal de Saúde com os documentos necessários conhecendo a data de vacinação, horário e local”, disse Gonçalo Barros.

O prefeito Kalil Baracat lembrou da importância de todos se vacinarem e conseguirem imunização para que a população possa ter qualidade de vida e a pandemia seja coisa do passado.

Secom-VG

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO

Quinta-feira, 22 de julho

Miniestádio do Jardim dos Estados

Das 8 hs às 16 horas

Faixa Etária 30 a 59 anos

1ª dose

Público especial: Industriários; Gestantes e Lactantes

Ginásio do Fiotão

Das 8 hs às 20 horas

Faixa Etária 35 a 59 anos

1ª e 2ª doses

Gestantes e Lactantes

Sexta-feira, 23 de julho

Ginásio do Fiotão

Das 8 hs às 20 horas

Faixa Etária de 35 a 59 anos

1ª e 2ª doses

Centro Universitário UNIVAG

Das 16 hs às 20 horas

Faixa Etária de 35 a 59 anos

Público Especial: Gestante e Lactantes

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Política

Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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