Nova diretoria da BPW

Prefeito Kalil Baracat e primeira-dama são homenageados em evento de posse

O evento, realizado no Mirante das Águas, reuniu representantes dos poderes executivo, judiciário e legislativo, bem como de diversos segmentos.

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O prefeito Kalil Baracat e a primeira-dama, promotora de justiça Kika Dorilêo Baracat, foram homenageados durante a solenidade de posse da nova Diretoria Executiva, Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Coordenação de Comissão, na gestão de 2023/2024 da Associação não-governamental de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW) de Várzea Grande.  O evento, realizado no Mirante das Águas, reuniu representantes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, bem como de diversos segmentos.

“Essa honraria nos deixa imensamente feliz, e com a certeza de que estamos trabalhando em prol da população local, com atendimento humanizado em todos os setores da administração municipal. O Kalil Baracat tem se esforçado cada vez mais para fazer jus ao mandato e estou a seu lado para apoiar em suas decisões. Quero agradecer esse reconhecimento, e em seu nome dizer que vamos continuar trabalhando para ter uma Várzea Grande que queremos, com desenvolvimento e justiça social”, disse Kika Dorilêo.

Durante a solenidade, a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, que integra a BPW-VG, foi empossada como Conselheira. Ela também recebeu moção de aplausos pelos trabalhos realizados junto a Associação, por ocasião do Março Mulher, e também pela atuação na Rede de Proteção às Mulheres.

“Estou muito feliz em contribuir como conselheira e poder atuar de forma mais incisiva na BPW. Há muitos anos acompanho os trabalhos desenvolvidos por essa associação e fazer parte como integrante e agora como conselheira é motivo de muita comemoração. Juntas somos mais fortes e juntas podemos mais”, destacou.

A BPW Várzea Grande tem como finalidade principal congregar e orientar mulheres na busca do seu desenvolvimento profissional e de liderança em todos os níveis e em qualquer esfera da comunidade.

A presidente da BPW-VG, Célia Regina Melo, explica que a instituição foi fundada em 1930, em Genebra, na Suíça, por Lena Madesin Phillips, e hoje está presente em mais de 100 países. “São realizadas inúmeras ações que fomentam o empreendedorismo e implementam projetos de responsabilidade social para melhorar a qualidade de vida de mulheres em todo o mundo e em Várzea Grande não é diferente. Para 2023, muitas atividades estão programadas e certamente vão fazer a diferença no contexto da nossa cidade”, finalizou.

 

Confira a nova diretoria:

Célia Regina de Melo Silva – Presidente

Claudia Regina Soares Magnani – 1ª Vice-presidente

Alexandra de Moura Nogueira – 2ª Vice-presidente

Ana Germana Moraes – 1ª Secretária Executiva

Evivian Figueiredo Santana – 2ª Secretária Executiva

Patrícia Capitano – 1ª Financeira

Letícia Maria da Silva – 2ª Financeira

Flávia Ptersen Moretti – Diretora Jurídica

Sônia Fonseca Dario – Presidente Antenor

 

Conselho Diretor

Ana Cristina Vieira e Silva – Conselho Diretora

Kátia Aparecida Reis de Oliveira Arruda – Conselheira Diretora

Tânia Regina de Matos – Conselheira Diretora

Juliana Moura Nogueira – Conselheira Diretora

Mayara Patrícia Silva Corrêa – Conselheira Diretora

 

Conselheiro Fiscal

Denival Bitencourt Reinaldo – Conselheiro Fiscal

Derciley Alexandre Paes de Melo – Conselho Fiscal

Nazir José da Veiga Coutinho Júnior – Conselheiro Fiscal

 

Coordenação das Comissões

Josilene de Fátima Campos Pereira – Capacitação Empreendedora

Edinalva Virginio – Educação e Cultura

Cláudia Regina Soares Magarnani – Meio Ambiente

Eliane Neves Paes de Melo – Comissão pela Paz

Mayara Patrícia Silva Corrêa – BPW Jovem

Luzinete Aparecida da Conceição – Comunicação e Marketing

Gessi Carmem Rostirolla – Comissão de Negócios

Marizete Santos França Gomes – Diretora das Mulheres

Sonia Fonseca Dario – Coordenação de Saúde

GRANDE – AV. CASTELO BRANCO, 2500 – CENTRO SU
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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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