NOVA gestão

PREFEITO EMANUEL RETIRA LOA DA CÂMARA A PEDIDO DE ABÍLIO E OFERECE SUPORTE O À TRANSIÇÃO

Emanuel atendeu ao pedido de Abílio e decidiu retirar de tramitação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA), que estava em discussão na Câmara Municipal

Publicado em

Política

Foto: Assessoria.

O atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) atendeu ao pedido do prefeito eleito Abílio Brunini (PL) e decidiu retirar de tramitação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA), que estava em discussão na Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão foi tomada após uma reunião entre os dois no Palácio Alencastro, nesta segunda-feira (11), durante a qual discutiram o início da transição de governo.

Durante o encontro, o futuro prefeito explicou ao atual chefe do Executivo que pretende realizar ajustes no orçamento para adequá-lo à nova estrutura de secretarias que será implementada a partir de janeiro de 2025. Abílio argumentou que as modificações poderiam ser feitas com mais agilidade ainda nesta Legislatura, já que os trabalhos na Câmara Municipal só se retomam em fevereiro, após o recesso parlamentar.

“Gostaria de fazer alguns pedidos. O primeiro deles: se puder retirar o processo da LOA, pois poderá ter alteração no orçamento. Assim a gente quer começar a apresentar no início de dezembro, a gente pretende apresentar uma nova proposta sobre o formato das secretarias e se for da sua possibilidade encaminhar para a Câmara Municipal para ser atualizada junto com a LOA”, disse.

Ao comentar sobre as adequações no orçamento, Abílio afirmou que pretende conduzir a transição com “diálogo e equilíbrio”, garantindo que nenhuma mudança radical será implementada neste momento.

“Nós não pretendemos fazer nenhuma mudança radical no início da gestão que vá prejudicar o funcionamento ou andamento das unidades de Saúde e unidades escolares. Se for possível fazer uma descompatibilização de algumas ações, a gente vai conseguir fazer um ato formal de transição, mas sim uma transição suave que seja bom para toda a população cuiabana”, continuou.

Emanuel acatou o pedido de Brunini e afirmou que fornecerá todas as condições necessárias para que o futuro prefeito possa realizar as alterações que considerar pertinentes.

“Tenho a obrigação de dar todas as condições do senhor adequar ao modo do seu programa de governo, propostas, ideias e tudo aquilo que a sua equipe entender como o melhor para garantir uma boa execução”, disse.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

Publicados

em


O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA