EM RITMO ASCENDENTE
Prefeito de Marcelândia: “O Estado está trabalhando e mostrando resultado com parcerias”
Para o prefeito de Marcelândia, Celso Padovani, além das cestas básicas, que vão garantir o alimento de muitas famílias, as obras de infraestrutura no município
Política
O governador Mauro Mendes esteve em Marcelândia, ele entregou 450 cestas básicas do programa Vem Ser Mais Solidário, assinou a ordem de serviço para início das obras de pavimentação e restauração de 80 quilômetros da MT-320 e vistoriou a construção da ponte sobre o Córrego dos Patos, na MT-320, e a pavimentação da Avenida dos Pioneiros, além de inaugurar a ponte de concreto sobre o Rio Manissau – Missu, na MT-423.
“O Estado precisa investir olhar para todas as áreas, em infraestrutura, educação, saúde, mas também precisa olhar para o social, para as famílias que mais necessitam de atenção. Esse é meu empenho, junto com minha esposa Virginia Mendes, que coordena o programa Vem Ser Mais Solidário. Não podemos virar as costas para essas pessoas que não tem o que comer dentro de casa e por isso, com muito amor tratamos essas famílias que precisam dessa ajuda”, pontuou o governador, ao fazer a entrega simbólica das cestas básicas.
Para o prefeito de Marcelândia, Celso Padovani, além das cestas básicas, que vão garantir o alimento de muitas famílias, as obras de infraestrutura no município são motivo de alegria para todos os cidadãos, que se sentem valorizados pelo reconhecimento do Estado.
“Somos uma cidade de pessoas trabalhadores e Marcelândia está em um momento de crescimento. O agro chegou aqui com tudo e nós precisamos de estradas e pontes. Peguei essa prefeitura em um momento certo, em que o Estado está trabalhando e mostrando o resultado das parcerias, não só em Marcelândia, mas todos os municípios”, afirmou o prefeito.
Pavimentação da MT-320
Com a ordem de serviço para obras na MT-320 será possível a conclusão da interligação entre Marceldândia e a BR-163 por via asfaltada – obra que é esperada pelos moradores da cidade desde o ano de 2014, quando se iniciou a pavimentação nunca terminada, e que está sendo retomada pela atual gestão do Governo de Mato Grosso.
De acordo com Mauro Mendes, poder investir em infraestrutura e logística de regiões em pleno desenvolvimento econômico-social, como é o município de Marcelândia, é resultado de um árduo trabalho logo no início da atual gestão, que proporcionou ao Estado as condições de realizar grandes obras rodoviárias.
“Somos o estado brasileiro que faz o maior volume de investimento em todas as áreas, graças a Deus e a esse estado que tem muita gente trabalhadora. Mato Grosso hoje é um estado que mais produz alimentos desse país. E o que nós sabemos fazer, e muito bem, é produzir. E essa prosperidade tem que alcançar todos os mato-grossenses, por isso estou dando minha contribuição. Enquanto estiver como governador, podem contar com meu apoio”, afirmou Mauro Mendes.
Dos 80 quilômetros que vão receber os serviços de infraestrutura na MT-320, sete quilômetros serão pavimentados, em diferentes trechos da rodovia, e outros 73 quilômetros serão restaurados, com a aplicação de microrrevestimento, informou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
“Vamos fazer a implantação da rodovia em vários segmentos que faltam e também restaurar o trecho que foi concluído lá atrás. Nessa mesma rodovia estamos fazendo outras obras de ponte para concluirmos o acesso do município de Marcelândia com asfalto e possamos entregar uma rodovia segura e com qualidade para a população de Marcelândia e toda essa região”, disse o secretário.
Presente no evento, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco lembrou do empenho da Assembleia Legislativa para auxiliar o Estado a chegar neste momento: de grandes obras, investimentos e ações em todas as regiões de Mato Grosso.
“Aprovamos importantes projetos para que esse momento fosse realizado, não só em Marcelândia, mas em todo o Mato Grosso. Dá orgulho de você ver que a Assembleia participou de todos os atos. Vamos entregar várias rodovias, como essa MT-320. Eu passava de carro e via a dificuldade, ninguém sequer teve a capacidade de terminar o asfalto. Pontes não concretizadas. Estou em um governo que pegamos um momento difícil em Mato Grosso, em 2019, e conseguimos superar isso graças ao governo e à Assembleia junto, ajudando”, disse o deputado.
Também acompanham o governador nessa vistoria os secretários da Casa Civil, Mauro Carvalho, de Comunicação, Laíce Souza, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Nilton Borgato. Acompanham ainda o senador Carlos Fávaro, o deputado federal Juarez Costa e os deputados estaduais Xuxu Dal Molin e Ondanir Bortolini, Nininho, além de autoridades do município e região.
Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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