CUIABÁ
Prefeito assina ordem de serviço para obra de sede da Associação dos Feirantes beneficiando cerca de mil pessoas
O secretário da SMATED, Francisco Vuolo, destacou a atenção especial ofertada pela gestão Emanuel Pinheiro ao segmento, desde os portes financeiros até melhorias nos aspectos arquitetônicos.
Política
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, assinou na manhã desta segunda-feira (8), a ordem de serviço para a obra de reforma do espaço que abrigará a sede da Associação dos Feirantes, anexo ao Espaço Silva Freire, na Região Sul. O ato representa investimento e o respeito pela categoria pela administração. O investimento para a execução do serviço chega a R$ 226 mil. A entrega está prevista para ocorrer já no segundo semestre deste ano, beneficiando diretamente mais de mil pessoas.
Em seu discurso, o prefeito aproveitou para lembrar que a ação representa um feito inédito na cidade, aguardado há mais de 60 anos pelo setor, que agora passará a contar com um local fixo para gerenciamento de suas ações.
“São trabalhadores, pais e mães de família que travam uma luta árdua todos os dias para garantir o sustento de suas famílias. Eles não tinham um ponto fixo para realizar suas reuniões e encontros, e aqui será a casa de todos, da forma como deve ser, dando o pontapé neste simples detalhe que faltava, traduzindo de forma concreta as demandas de sua realidade, com o apoio do deputado Emanuelzinho, que destinou emendas. Temos um compromisso e este foi um trabalho que começou há muito tempo e que agora nos permite chegar até aqui, olhando para os mais humildes e carentes, gerando emprego e renda”, disse o gestor.

LUIZ ALVES
O cronograma será gerenciado pelas secretarias de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), em conjunto com a de Obras Públicas (SMOP). Além desta, outras importantes iniciativas, como por exemplo, a padronização das barracas, disponibilização de banheiros químicos, obras de ampliação e revitalização do Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf (Mercado do Porto), a linha de crédito Cuiabanco, já estão em prática no município, motivos estes de comemoração entre os feirantes, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar e ascensão da economia local.

Crédito: Davi Valle
O secretário da SMATED, Francisco Vuolo, destacou a atenção especial ofertada pela gestão Emanuel Pinheiro ao segmento, desde os portes financeiros até melhorias nos aspectos arquitetônicos. “Aqui será um espaço onde as políticas públicas serão debatidas, as reivindicações serão atendidas, os diálogos serão firmados, aprimorando suas atividades, com apoio imediato do gestor cuiabano, que acredita, juntamente com o público, na chegada de um futuro melhor para todos”, disse.

Crédito: Luiz Alves
O vice-prefeito e secretário da SMOP, José Roberto Stopa, frisou a redução dos custos aos cofres públicos com os serviços por meio da reutilização de um ambiente público: “O espaço aqui já existe e antes funcionava outras repartições. Foi desocupado e agora será cedido à associação após o término das requalificações. É um legado de nossa gestão aos feirantes, que fazem parte das tradições cuiabanas”, acrescentou Stopa.
Em nome da classe, o presidente da Associação dos Feirantes de Cuiabá, Estanil Amaral, agradeceu aos gestores envolvidos pela concretização do sonho coletivo: “Sempre fomos muito bem recebidos por todos na Prefeitura de Cuiabá, sempre atenciosos e com as portas abertas para nos receber. Não foi fácil chegar até aqui, mas, graças àqueles que acreditaram, conseguimos. Fica aqui nosso muito obrigado, pois todas as promessas foram cumpridas”, declarou.
Participaram da solenidade o secretário de Ordem Pública, Leovaldo Salles, a secretária-adjunta de Educação, Débora Villar Marques, o vereador Cezinha Nascimento, o presidente da Federação Mato-grossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab), Walter Arruda, o presidente da União Coxiponense de Associação dos Moradores (UCAM), José Maurício e demais lideranças comunitárias.
NATHANY GOMES/SECOM
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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