CONTRATO NÁO OFICIALIZADO
Prefeito de Cuiabá anuncia arquivamento do projeto de chipagem de animais
O prefeito esclareceu que o processo de cancelamento das negociações já estavam em fase de andamento, porém, em razão da intervenção na Pasta por parte do Governo do Estado, os trâmites foram interrompidos.
Política
Após a divulgação de um contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e uma empresa privada para execução de um projeto moderno de controle populacional de animais domésticos, o prefeito Emanuel Pinheiro anunciou, na tarde desta segunda-feira (9), o arquivamento do contrato e reforçou que os valores propostos não foram empenhados, ou seja, não foram efetuados pagamentos.
O caso veio à tona durante o período em que perdurou a intervenção do Governo do Estado na Secretaria de Saúde (SMS), no entanto, o acordo não chegou a ser publicado no diário da Gazeta Municipal e o montante divulgado sequer foi creditado, dispensando quaisquer prejuízos ao erário.
A proposta tinha como finalidade contribuir para a redução dos índices de abandono e maus-tratos, uma crescente na capital nos últimos anos, por meio da microchipagem, carteiras digitais de vacinação e identificação, sistema de controle de castrações, adoções, emissão de certificados clínicos, entre outros, por meio do monitoramento dos pets, em conjunto com o Centro de Zoonoses.
O prefeito esclareceu que o processo de cancelamento das negociações já estavam em fase de andamento, porém, em razão da intervenção na Pasta por parte do Governo do Estado, os trâmites foram interrompidos.
“Essa iniciativa que é nossa ficou no meio termo se seria pela Diretoria de Bem-Estar Animal ou pela Secretaria de Saúde. Recebemos a informação que ela seria aplicada via emenda, pois não teríamos os recursos para tal e o vereador Sargento Vidal nos concebeu R$ 500 mil, mas, devida a discussão da coordenação e por questões de transparência e responsabilidade, não empenhamos e não publicamos. Determinei o cancelamento e o arquivamento e chegou a intervenção, ou seja, zero despesas, algo que não aconteceu. Já encaminhamos para Controladoria Geral do Município para as providências”, disse.
O chefe do Executivo Municipal aproveitou para destacar o compromisso de sua administração em favor da causa animal, alcançando o protagonismo na criação de políticas públicas voltadas ao tema, um legado à população cuiabana. “Existe toda uma soma de esforços do nosso governo com a causa. Criamos a Diretoria que irá se transformar em secretaria-adjunta, deixando a nossa marca em Cuiabá para o futuro. Somos a gestão que mais promoveu leis contra qualquer tipo de violência animal. Lancei e está em obras o Hospital Veterinário Municipal, unidade exclusiva em Mato Grosso, buscando avançar nas frentes de defesa”, completou.
Importante salientar que nos primeiros 11 meses de 2022 – janeiro a novembro, registrou mais de 1.500 atendimentos prestados à população, entre, castrações, tratamento de denúncias, resgates, consultas clínicas e doações.
Política
Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias
Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).
A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.
Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Vetos
Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.
O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.
Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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