POR 90 DIAS
Prefeito alega calamidade pública em Cuiabá e libera contratações sem licitações
Durante esse período, a prefeitura de Cuiabá está apta a fazer compras e contratações com dispensa de licitação
Política
Eis que surge mais um capítulo nesse festival de desencontros e problemas que se tornou a complicada situação da Saúde Pública do Município de Cuiabá. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) baixou um decreto nesta semana, declarando estado de calamidade pública no âmbito da gestão administrativa, assistencial e financeira na área da Saúde Pública de Cuiabá. A medida tem previsão inicial para durar 90 dias, de acordo com o documento assinado pelo prefeito.
Durante esse período, a prefeitura de Cuiabá está apta a fazer compras e contratações com dispensa de licitação. A prefeitura diz que a dispensa ficará adotada enquanto o decreto estiver em vigência para atendimento das “necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes da falta de insumos, falta de medicamentos e assistência inadequada na Rede de Urgência e Emergência”.
A licitação é o processo por meio do qual a administração pública contrata obras, serviços, compras e alienações. Em outras palavras, licitação é a forma como a administração pública pode comprar e vender e tem o objetivo de, principalmente, assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto, e assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição.
Dentre as justificativa para tal medida, o prefeito cita a redução de recursos provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), queda de transferência de receitas, ausência de perspectiva financeira para aumento da arrecadação municipal a curto prazo e projeção de déficit de execução orçamentária na ordem de 200 milhões de reais para o exercício de 2024.Poucas horas após o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) decretar estado de calamidade na Saúde, o Gabinete de Intervenção emitiu uma nota rebatendo o gestor. Na nota, o gabinete afirma que a medida do prefeito não passa de uma “cortina de fumaça” com o objetivo de esconder irregularidades cometidas na sua administração, que, segundo o gabinete, está envolvida em “escândalos e desmandos”.
A nota lembra ainda do fechamento da Santa Casa de Cuiabá, em 2019, “por má gestão” e diz que o Hospital São Benedito estava praticamente inoperante e as unidades de saúde estavam sucateadas “e sem as mínimas condições de atender o cidadão, com falta de medicamentos e médicos”.
“Por tudo isso, esse decreto não passa de mais uma cortina de fumaça do prefeito, que utiliza desse meio para esconder todas as irregularidades cometidas na sua administração, que está envolvida em escândalos e desmandos”, finaliza o gabinete.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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