Portão do Inferno

PORTÃO DO INFERNO: GEÓLOGO ANALISA SITUAÇÃO E DEFENDE MUROS DE CONTENÇÃO PARA OS DESLIZAMENTOS

A Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), um relatório técnico apontou pelo menos 10 pontos críticos nas encostas da margem da rodovia

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Política

Reprodução omatogrosso.com

Os recorrentes deslizamentos de terras dos paredões do Portão de Inferno, em Chapada dos Guimarães (43 km de Cuiabá), colocou autoridades e a população em geral em alerta nesta semana. A situação fez com que o governo decretasse emergência, já que o ponto turístico está localizado as margens da MT-251, única via de acesso de Cuiabá à cidade serrana.

O geólogo Fabiano Lima em entrevista explicou que os deslizamentos ocorrem principalmente pelas características ambientais da região, formada por rochas sedimentares. Elas são compostas por detritos de outras rochas e minerais transportados há milhões de anos, que foram soterrados e compactados por outros sedimentos.

“Elas são rochas mais porosas e facilmente desagregáveis, por tanto, sucessíveis a erosão. Outra condição ímpar nessa região é a geomorfologia do terreno, ou seja, as irregularidades e a forma do relevo ali presente. Elas são caracterizadas por encostas suaves a íngremes e grandes escarpas. Esses tipos de rochas formam o “paredão”. O sol e principalmente a chuva acaba causando erosão, podendo formar um ambiente favorável para riscos de deslizamento de massa nessas encostas”, explica.

Conforme a Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), um relatório técnico apontou pelo menos 10 pontos críticos nas encostas da margem da rodovia. Com isso, o Estado proibiu a passagem de veículos pesados entre a Salgadeira e o trevo que dá acesso ao Distrito de Água Fria, em Chapada dos Guimarães.

O geólogo reforçou que as quedas, tombamento e rolamento de blocos podem ocorrer devido aos fatores naturais e também pela movimentação humana, já que os “paredões” estão próximos à estrada.

“Esses fatores ou agentes citados acima são denominados como eventos de causas naturais que atuam no ambiente. Outros fatores que podem causar deslizamentos estão relacionados às interferências humanas, como as vibrações no terreno. Esse tipo de ocorrência pode estar relacionada ao tráfego de veículos pesados na região”, acrescentou.

Soluções urgentes
Na situação de emergência, a Sinfra está autorizada a realizar as intervenções e obras necessárias de resposta ao desastre, incluindo reabilitação estrutural da área atingida. O especialista defende a criação de um grupo especial de trabalho para monitorar a situação na região.

Segundo ele, uma das opções seria a construção de muros e plantio de vegetações que sejam capazes de conter eventuais deslizamentos.

“Ações com medidas de mitigação devem ser implementadas o mais rápido possível. Essas medidas combinadas podem variar de simples ações como: plantar determinada espécie de grama com raízes profundas, instalação de drenagens ou até mesmo de grandes estruturas de concreto (muros de arrimo, gabião entre outros). Vale ressaltar que quaisquer medidas de contenção deverão ser tomadas após um estudo criterioso do terreno. São medidas que uma vez realizadas com critérios técnicos adequados, poderão resolver 100 % dos problemas hoje ali existentes”, finaliza

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Política

Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

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No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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