"Colaboração"

Pivetta se reúne com Kalil Baracat e confirma parceria em obras e ações

O prefeito Kalil Baracat e sua equipe de trabalho tem demonstrado empenho e dedicação na busca de soluções para os problemas de Várzea Grande

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Ampliar a parceria conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Várzea Grande garantindo o investimento de recursos públicos e a execução de obras consideradas essenciais nos setores de abastecimento de água, pavimentação asfáltica, educação, social, segurança pública e lazer delinearam as tratativas do encontro do vice-governador Otaviano Pivetta e do prefeito Kalil Baracat que se reuniram no Paço Couto Magalhães.
“Temos um entendimento construído com o Governo do Estado junto ao governador Mauro Mendes e que agora está sendo reafirmado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que foi prefeito de Lucas do Rio Verde por vários mandatos e sabe da importância do apoio do Governo de Mato Grosso para os municípios fazerem o enfrentamento dos problemas, pois o cidadão mora na cidade e aqui é aonde eles devem ser resolvido”, disse o prefeito Kalil Baracat sinalizando que na mesma proporção que o Governo do Estado investe em Várzea Grande, a administração municipal complementa com recursos próprios os valores aplicados.
O vice-governador Otaviano Pivetta, que estava acompanhado pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, César Miranda, assinalou o interesse do Governo do Estado é assegurar investimentos voltados para atender as demandas da população e os municípios e busca nos prefeitos e nas estruturas municipais como dar dinâmica, celeridade e resolutividade aos pedidos de obras e ações.
“O prefeito Kalil Baracat e sua equipe de trabalho tem demonstrado empenho e dedicação na busca de soluções para os problemas de Várzea Grande e nosso papel enquanto Governo do Estado é ser indutor, auxiliar e buscar parcerias que tenham como meta final atender a cidade e a sua população nas suas necessidades como a questão do abastecimento de água, pavimentação asfáltica de ruas e avenidas e também nas ações voltadas para a Educação e da implantação do Parque Tecnológico que será um gerador de novos profissionais, novas indústrias, criando emprego e renda e agregando valores para a economia que em Mato Grosso é voltada para o agronegócio”, explicou Otaviano Pivetta.
O vice-governador reafirmou o compromisso do Governo de Mato Grosso através da atuação do governador Mauro Mendes e sua equipe em ajudar a administração municipal a encontrar solução para a questão do abastecimento de água e para o esgotamento sanitário. “Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, para cada R$ 1,00 (um real) investido em abastecimento de água potável ou esgoto sanitário, se economiza uma média de R$ 3,00 (três reais) a R$ 5,00 (cinco reais) em saúde pública, pois 92% das doenças contraídas pelas pessoas é decorrente da falta de água potável e esgoto sanitário”, frisou ele, assinalando que as obras de uma nova Estação de Tratamento de Água – ETA Chapéu do Sol, para captar, tratar, armazenar e distribuir 250 litros por segundo ou 21,6 milhões de litros por dia contribuirão definitivamente para solucionar a questão da falta de água na segunda maior cidade de Mato Grosso.
O vice-governador Otaviano Pivetta e o prefeito Kalil Baracat frisaram ainda que estes novos investimentos que se somarão as obras da ETA Grande Cristo Rei que será entregue ainda em outubro deste ano com capacidade de captar, tratada e distribuir 320 litros por segundo ou 27.648 milhões de litros por dia e mais uma nova ETA que está sendo licitada por Várzea Grande de outros 150 litros por segundo ou 12.960 milhões de litros por dia vão dobrar a atual produção de água da cidade e solucionar o problema em definitivo.
“Estamos trabalhando sem descanso para honrar o nosso compromisso, feito durante as eleições, de solucionar a questão da água em Várzea Grande e essa é e continuará sendo a principal missão de nossa gestão”, disse o prefeito Kalil Baracat, enaltecendo o apoio recebido por parte do Governo do Estado através do vice-governador Otaviano Pivetta, do senador Jayme Campos, da Assembleia Legislativa, da bancada federal, enfim de todos que desejam ver uma Várzea Grande melhor para todos.

Foto: Secom-VG

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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