Política
Pinheiro lamenta morte de professor de educação física
Macgyver atuava na gestão desde o ano de 2016, na pasta de Esporte, onde teve sua última passagem na Diretoria de esportes. Segundo o secretário adjunto de Cultura, Esporte e Lazer, Justino Astrevo, a capital perde um profissional brilhante.
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Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, lamentou a morte do professor de educação física e servidor da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Valdecir Amaral, conhecido como “Macgyver”. O profissional de 58 anos era casado e tinha dois filhos e faleceu na madrugada desta segunda-feira (05), em decorrência de um câncer de pulmão.
“Recebi com muita tristeza sobre do Valdecir Amaral. Neste momento de extrema dor, eu me solidarizo com a família e peço que Deus traga conforto aos corações. Sua partida deixará uma lacuna no esporte de Cuiabá. Sempre foi um servidor dedicado e apaixonado em tudo que fazia”, enfatizou Pinheiro.
Macgyver atuava na gestão desde o ano de 2016, na pasta de Esporte, onde teve sua última passagem na Diretoria de esportes. Segundo o secretário adjunto de Cultura, Esporte e Lazer, Justino Astrevo, a capital perde um profissional brilhante.
“O Valdecir sempre foi muito efetivo no trabalho. Atuou com muita dedicação em prol dos programas desenvolvidos pela pasta de Esportes. Era educador físico e teve uma atuação intensa na pasta. Uma pessoa calma, solidária e que fazer muita falta”, enfatizou.
O velório será realizado na Capela Jardins até o meio dia. Em seguida, o corpo será levado para o município de Jauru, onde será sepultado.
“Com muito pesar recebo essa triste notícia do querido amigo Macgyver, colega de trabalho e um profissional exemplar que dedicou sua vida ao esporte e no exercício das funções, inclusive na Diretoria de Esporte e Lazer, desempenhando com amor e competência as missões de fortalecer as atividades esportivas da Capital, em especial, do vôlei mato-grossense. Fica o meu sentimento para família e amigos”, disse o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, que trabalhou com Valdecir quando era titular da Pasta de Cultura, Esporte e Lazer.
Perfil
A história do Valdecir, em Cuiabá, começou no ano de 1985, quando saiu de sua cidade natal, Assis, no interior de São Paulo, rumo a capital de Mato Grosso. Aos 22 anos e recém-formado, decidiu se dedicar a profissão e logo encontrou uma oportunidade de trabalho como educador físico no tradicional Colégio Salesiano São Gonçalo, local onde permaneceu durante 20 anos e ganhou uma nova identidade, ao ficar conhecido pelo apelido de professor Macgyver.
Seu primeiro contato com o serviço público foi o contrato temporário com a Secretaria Municipal de Educação, permanecendo por um ano, como professor de educação física na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Ezequiel Siqueira.
Em seguida, prestou o concurso e retornando no ano seguinte, para a mesma escola, já com cargo efetivo da Prefeitura de Cuiabá. No início da carreira, seu trabalho era diretamente com crianças da pré-escola a quarta série.
Sua carreira como funcionário público coleciona passagens por mais cinco Emeb’s, além trabalhar em Centros Esportivos como professor das modalidades esportivas de basquete e vôlei, as quais eram as aulas de iniciação infantil.
Em 2004, devido a uma enfermidade, ficou impossibilitado de ministrar aulas de educação física e então foi transferido para a área administrativa da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo. Quatro anos mais tarde, começou a atuar como gerente esportivo na própria pasta municipal e, depois, assumiu a Diretoria de Esportes.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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