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Pinheiro anuncia troca de secretário na Habitação

Mudança será na Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária

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Foto; Luiz Alves

O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou na manhã desta terça-feira (6), durante entrega de uma nova estrutura de fornecimento de água, na comunidade Nova Esperança (Distrito do Pequizeiro), que o defensor público Air Praeiro, deixará a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, na próxima sexta-feira (9), para retornar ao seu cargo  na Defensoria Pública.  Na segunda-feira (12), quem assume o comando da pasta será o empresário Leonardo  Leão.

“A Defensoria Pública  chamou o dr. Air para retomar os trabalhos no órgão depois do grande trabalho que ele [Air Praeiro] fez frente a Prefeitura e me ajudou a ultrapassar a meta de entrega de títulos na gestão passada. Foram  quase 20 mil títulos de propriedades entregues junto com o dr. Air, que  realizou um belíssimo trabalho na Habitação. Segunda-feira assumirá o meu amigo pessoal, o Leonardo Leão. E a gestão fazendo por Cuiabá, o Leão é um grande quadro e vem para colaborar e dar um ritmo maior na regularização fundiária e temos uma meta usada nos títulos e também, iremos focar na habitação popular que é um sonho e meta da minha gestão”, comentou o prefeito. 

O futuro secretário de Regularização Fundiária, agradeceu o prefeito da Capital. “Agradeço ao prefeito Emanuel pela confiança e consideração. Aos amigos pelo apoio e torcida . Com a ajuda de vocês e muito trabalho,  conseguiremos avançar com esse novo desafio . Muita responsabilidade em fazer parte desta equipe competente , leal e vitoriosa, que é a equipe de secretários da capital de Mato Grosso na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro”, concluiu Leão. 
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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