AVALIAÇÃO DE GESTÃO

Pesquisa de opinião pública aponta 79,8% de aprovação à gestão Emanuel

79,8% dos entrevistados na pesquisa de opinião aprovam a atual gestão municipal

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Política

O prefeito Emanuel Pinheiro comentou pesquisa de opinião realizada pelo pelo instituto Percent que apontou uma aprovação de 79,8% dos entrevistados à sua gestão. “É um resultado muito positivo para o início de uma segunda gestão, que já recebeu uma avaliação de 80%, no primeiro mandato. Costumo brincar que estou concorrendo comigo mesmo e, isso é um grande desafio, já que tenho que me superar a cada dia. A aprovação da população corrobora as ações e inciativas implementadas pela gestão Emanuel Pinheiro,  que tem como sua maior marca a priorização dos bairros e está focada nas pessoas, sem deixar de pensar na Cuiabá do futuro”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de junho, por telefone e o resultado obtido corresponde a soma dos grupos que classificam o mandato como ótimo, bom e regular.

De acordo com a pesquisa, para  9,2% dos consultados, Emanuel Pinheiro tem um ótimo desempenho à frente da Prefeitura de Cuiabá.  Os que classificam a gestão como boa totalizam 37,8% e os que enxergam como regular somam 32,8% dos entrevistados. Entre que desaprovam  a gestão  do atual prefeito, 8,8% definem como ruim e 9,2% classificam como péssimo. Apenas 2,2% não souberam ou preferiram não opinar.

A pesquisa mede o cenário no meio do primeiro ano do segundo mandato do prefeito  Emanuel Pinheiro. Em novembro do ano passado ele foi reeleito com 51,15% dos votos válidos no segundo turno.

A pesquisa Percent tem metodologia qualitativa e ouviu 600 cuiabanos. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 4% para mais ou para menos.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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