LEGISLATIVO CUIABANO

Paula Calil destaca participação das mulheres na política

Pioneira e fundadora da Associação Política Jovem (APJ), localizada no bairro Pedra 90, Paula destacou que o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao público feminino será uma das prioridades de seu mandato na Casa de Leis.

Publicado em

Política

SECOM/CÂMARA
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), destacou, na manhã desta terça-feira (28), a importância da participação das mulheres na política.
Em 2025, oito mulheres conquistaram cadeiras no Legislativo cuiabano, representando 30% dos parlamentares eleitos, um feito histórico na capital.
Para Paula, a busca por igualdade de gênero e direitos sociais tem sido o principal motor desse movimento, respaldado pelas crescentes conquistas de espaço e representatividade na sociedade.
“Hoje estamos aqui para celebrar mais um importante marco: a reinauguração de um espaço exclusivo para mulheres, dedicado à promoção do bem-estar, do amparo e dos cuidados. Aqui, neste parlamento, agora somos oito. E, daqui a quatro anos, podemos ser ainda mais, se continuarmos unidas, lutando e buscando a inclusão, seja no poder público ou em outras esferas. Temos direitos, somos capazes e estamos prontas para avançar ainda mais”, afirmou Paula durante a reinauguração da Sala da Mulher.
Pioneira e fundadora da Associação Política Jovem (APJ), localizada no bairro Pedra 90, Paula destacou que o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao público feminino será uma das prioridades de seu mandato na Casa de Leis. Essas ações terão como foco o empoderamento, a inclusão e a assistência social às mulheres, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá.
“Antes de ingressar na política, por meio da APJ Pedra 90, já atuava em apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade social, oferecendo atividades como ginástica, além de suporte jurídico e emocional. Agora, como vereadora, quero ampliar ainda mais essas ações, por meio da elaboração de projetos de lei que atendam às necessidades das mulheres, com a participação ativa de todas elas”, concluiu.
Em 2024, 277 mulheres foram eleitas vereadoras em Mato Grosso, um aumento de 21% em relação à legislatura de 2020, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Nathany Gomes – Assessoria de Imprensa Paula Calil
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

Publicados

em


A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA