"Muxirum"
Parceria com o Estado possibilita alfabetização de adultos em Várzea Grande
As aulas iniciaram no mês de setembro e já são mais de 9. 642 mil estudantes aprendendo a ler e escrever em todas as regiões de Mato Grosso.
Política
Até janeiro de 2022, a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) vai finalizar a alfabetização de 650 jovens e adultos do município de Várzea Grande, por meio do Programa Mais MT Muxirum de erradicação do analfabetismo, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC-MT). As aulas iniciaram no mês de setembro e já são mais de 9. 642 mil estudantes aprendendo a ler e escrever em todas as regiões de Mato Grosso.
O Mais MT Muxirum – palavra do tupi guarani que significa “mutirão”, “fazer juntos” – é desenvolvido em regime de parceria entre Estado e municípios, com investimentos de R$ 14,7 milhões ao ano. Lançado pelo Governo do Estado, por meio da Seduc, em agosto deste ano. O objetivo principal do Programa é a erradicação do analfabetismo em Mato Grosso.
O programa é executado pelo município, com atendimento flexibilizado quanto ao local – pode ocorrer em centros comunitários, igrejas, escolas – e com turma reduzida, de 10 a 15 alunos no máximo. Atualmente, são 77 coordenadores municipais e 862 alfabetizadores.
Em Várzea Grande foram formadas 70 turmas com 45 alfabetizadores distribuídos nos bairros: Mapim, Figueirinha, Jardim Glória, Ikarai, Canelas, Centro, Santa Maria, Pirineu, Novo Mato Grosso, São Mateus, Formigueiro, São Simão, Del Rey, Sadia I, Capão Grande, Jardim Paula II, Jardim Primavera, Parque Sabiá, Pai André, Parque do Lago, Cristo Rei, Serra Dourada, Água Vermelha, Jardim Alá, Jardim das Esmeraldas e Jardim dos Estados. As aulas tiveram início no dia 21 de setembro deste ano e estão sendo ministradas nas escolas municipais, nos salões de igrejas e centros comunitários.
Conforme os coordenadores do programa Mais MT Murixum de Alfabetização em Várzea Grande, Akemi Moraes Doi Vaz, Débora Diane de Almeida e Cidney José de Campos, o público alcançado tem idade mínima de 15 anos, sendo que os idosos são a grande maioria dos beneficiados.
Os coordenadores são responsáveis por acompanhar e orientar o trabalho pedagógico desenvolvido pelos alfabetizadores, intervindo, quando necessário, em função dos pressupostos teórico-metodológicos da alfabetização de adultos. Também faz registros periódicos da aprendizagem dos estudantes, auxiliando os alfabetizadores a redimensionar a sua prática pedagógica para atender as especificidades de cada turma.
Tanto coordenadores como alfabetizadores realizam a busca ativa de jovens e adultos interessados em participar do programa.
Foto: Secom-MT
Política
Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias
Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).
A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.
Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Vetos
Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.
O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.
Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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