OPERAÇÃO RAGNATELA

Operação Ragnatella: Conselho de Ética recebe da PF cópia de inquérito com 5 mil páginas contra vereador

Operação Ragnatela foi deflagrada com objetivo de desarticular um núcleo de facção criminosa responsável pela lavagem de dinheiro

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Política

Foto Câmara de Vereadores de Cuiabá

Atualizada às 16h48 – A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Cuiabá informou, em reunião realizada nesta quinta-feira (1º), que recebeu o inquérito da Operação Ragnatela, da Polícia Federal (PF), no qual consta o nome do vereador da capital, Paulo Henrique (MDB), como possível envolvimento com integrantes do Comando Vermelho. O documento é uma volumosa papelada com aproximadamente 5 mil páginas, informou a comissão.

A Operação Ragnatela foi deflagrada com objetivo de desarticular um núcleo de facção criminosa responsável pela lavagem de dinheiro em casas noturnas.
A Polícia Federal denunciou que vereador Paulo Henrique e outros agentes públicos municipais atuavam em benefício de uma facção criminosa para obter licenças com fiscais da Prefeitura de Cuiabá para realização de shows em casas noturnas para lavagem de dinheiro. Ele foi alvo de busca e apreensão e teve seu carro levado pelos policiais.
A operação da PF resultou em 3 processos contra o parlamentar na Comissão, com pedidos para a cassação de seu mandato. O presidente do grupo, Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), declarou na sessão da comissão desta quinta que o pedido para acessar o caso foi encaminhado à Polícia Federal antes do recesso parlamentar.
Conforme relatado por Rodrigo, a documentação foi enviada à Casa Legislativa em 19 de julho, mas o recebimento só ocorreu na quinta-feira, com a retomada das atividades dos parlamentares.
Na ocasião, Rodrigo solicitou aos outros dois membros integrantes da comissão um período de 45 dias para a análise do inquérito – tendo sido aprovado. Os membros também aprovaram o pedido do presidente da Casa, vereador Chico 2000 (PL), e da Procuradoria da Câmara para analisar as cerca de 5 mil páginas do processo.
O vereador Paulo Henrique divulgou nota à época, de que jamais exerceu qualquer poder de influência na liberação de eventos e lembrou que as casas de shows que também foram alvos da operação foram autuadas durante fiscalização.
O parlamentar ainda disse que não tem relação com os fatos que assessores realizam em particular, acrescentando que “quando toma conhecimento de algo ilícito” faz “as medidas cabíveis de exoneração”.

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CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.

A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.

O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).

Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.

De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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