"Abafa Amazônia 2022"

Operação aplica R$ 14,3 milhões em multas por uso irregular do fogo e apreende 2,2 mil peças de madeira

Nove propriedades privadas foram fiscalizadas na ação, que acontece no norte de Mato Grosso

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Política

Foto por: Batalhão de Emergências Ambientais

Ao longo de uma semana, a Operação Abafa Amazônia 2022 aplicou R$ 14.318.225,00 em multas por uso irregular do fogo e degradação ambiental por desmatamento, na região norte do estado. No total, nove propriedades privadas foram fiscalizadas pelo Corpo Bombeiros Militar de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), das quais três foram embargadas.

“Essas ações são possíveis, graças ao investimento do Governo de Mato Grosso e da excelente equipe composta por forças da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Sema e Força Nacional. Juntos, trabalhamos na responsabilização de quem não respeita a preservação do meio ambiente, em especial durante o período proibitivo do uso do fogo”, explica a comandante da operação, tenente-coronel Jusciery Rodrigues.

Até esta terça-feira (11.10), são 1.923 hectares fiscalizados. Foram apreendidos também 2.233 peças de madeira de castanheira serradas, 440 cabeças de gado, dois tratores, quatro motosserras, três motocicletas e uma serraria móvel.

A primeira fase da operação, deflagrada na última terça-feira (4), se estende até 15 de outubro. Neste primeiro momento, são 26 alvos definidos pelo Corpo de Bombeiros, com a participação de 41 efetivos da Sesp, Sema e Força Nacional.

“Antes de ir a campo, fizemos um monitoramento com satélites de alta tecnologia, por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), e definimos 26 alvos com maior incidência de focos de calor, bem como áreas em que foram feitas supressão da vegetação”, explicou a comandante.

Participam da operação Sema, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.

Período proibitivo

O período proibitivo do fogo em Mato Grosso começou no último dia 1º de julho e segue vigente até o próximo dia 30 de outubro. Fica proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo durante estes meses, levando em consideração o risco de incêndios florestais de grande porte. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

R$ 60 milhões de investimento

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso recebeu, ao longo de 2022, cerca de R$ 30 milhões diretos, além de outros R$ 30 milhões, para reforçar o combate a incêndios durante o período proibitivo. O Estado soma R$ 165 milhões investidos para esta finalidade, desde o início da atual gestão.

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Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis

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Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.

A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.

Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.

Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.

O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Fonte: ALMT – MT



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