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Obras do BRT em Cuiabá: Emanuel critica condução das obras, mas diz que sempre está aberto ao diálogo

Emanuel diz ser sempre do diálogo e quer sempre o melhor pra Cuiabá

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Economia

Gazeta Digital

ATUALIZADA às 10h25 – Ainda sobre o polêmico e vultuoso tema do modal (VLT x BRT) entre Cuiabá e Várzea Grande, que a cada dia que passa continua nessa indefinição sem fim, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) criticou a falta de informações sobre o projeto e a condução das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT), pontuando que também foi surpreendido com a rota em algumas avenidas da capital mato-grossense. Após pressão de empresários, o modal não irá passar mais pela avenida Couto Magalhães em Várzea Grande e, de acordo com o prefeito de Cuiabá, há no projeto a previsão de que ele passe na Avenida Getúlio Vargas.

Totalmente contrário ao que já vem acontecendo em Várzea Grande, as obras do BRT não têm avançado em Cuiabá. Questionado sobre o modal, o prefeito da capital afirmou que está aberto ao diálogo, mas exige um projeto de qualidade, que possa ser avaliado e aprovado pela Prefeitura.

“Se eu ver algo de positivo, se me mostrarem, passando primeiro pelos técnicos, eles aprovando o projeto, porque precisa conhecer primeiro o projeto, porque não tem projeto, olha aí o que aconteceu com Várzea Grande, ninguém sabia que estava passando pela Couto Magalhães, pela Filinto Müller, Cuiabá também foi surpreendida com a Getúlio Vargas, Isaac Póvoas, Generoso Ponce, então apresentando o projeto, se tiver algo que possa ser aproveitado, algo de útil, tudo que é bom para Cuiabá eu jamais vou ser contra”, afirmou.

Além disso, o Prefeito disse que Cuiabá tem suas normas e elas estão acima do projeto do Governo.

“Existe toda uma autonomia do ente municipal para definir as suas políticas públicas de desenvolvimento urbano e passa por elas a política pública de mobilidade urbana, a política pública de obras, a política pública de transporte coletivo, isso é prerrogativa do município, então para você desestruturar essa política você não pode ir entrando e fazendo, para apresentar qualquer proposta que possa vir a mudar ou a desestruturar, você tem que ter a autorização do município, não pode ir entrando e arrebentando com o município como se fosse a casa da mãe Joana”.

 

 

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Economia

Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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