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Obras do BRT em Cuiabá: Emanuel critica condução das obras, mas diz que sempre está aberto ao diálogo

Emanuel diz ser sempre do diálogo e quer sempre o melhor pra Cuiabá

Publicado em

Economia

Gazeta Digital

ATUALIZADA às 10h25 – Ainda sobre o polêmico e vultuoso tema do modal (VLT x BRT) entre Cuiabá e Várzea Grande, que a cada dia que passa continua nessa indefinição sem fim, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) criticou a falta de informações sobre o projeto e a condução das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT), pontuando que também foi surpreendido com a rota em algumas avenidas da capital mato-grossense. Após pressão de empresários, o modal não irá passar mais pela avenida Couto Magalhães em Várzea Grande e, de acordo com o prefeito de Cuiabá, há no projeto a previsão de que ele passe na Avenida Getúlio Vargas.

Totalmente contrário ao que já vem acontecendo em Várzea Grande, as obras do BRT não têm avançado em Cuiabá. Questionado sobre o modal, o prefeito da capital afirmou que está aberto ao diálogo, mas exige um projeto de qualidade, que possa ser avaliado e aprovado pela Prefeitura.

“Se eu ver algo de positivo, se me mostrarem, passando primeiro pelos técnicos, eles aprovando o projeto, porque precisa conhecer primeiro o projeto, porque não tem projeto, olha aí o que aconteceu com Várzea Grande, ninguém sabia que estava passando pela Couto Magalhães, pela Filinto Müller, Cuiabá também foi surpreendida com a Getúlio Vargas, Isaac Póvoas, Generoso Ponce, então apresentando o projeto, se tiver algo que possa ser aproveitado, algo de útil, tudo que é bom para Cuiabá eu jamais vou ser contra”, afirmou.

Além disso, o Prefeito disse que Cuiabá tem suas normas e elas estão acima do projeto do Governo.

“Existe toda uma autonomia do ente municipal para definir as suas políticas públicas de desenvolvimento urbano e passa por elas a política pública de mobilidade urbana, a política pública de obras, a política pública de transporte coletivo, isso é prerrogativa do município, então para você desestruturar essa política você não pode ir entrando e fazendo, para apresentar qualquer proposta que possa vir a mudar ou a desestruturar, você tem que ter a autorização do município, não pode ir entrando e arrebentando com o município como se fosse a casa da mãe Joana”.

 

 

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Economia

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

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Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). 

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Justiça

Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

Origem

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.

Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.

Proposta rejeitada

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

A proposta tinha validade até ontem (11).

Saúde Caixa

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.

Atendimento aos clientes

A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:

  • aplicativo Caixa;
  • internet Banking;
  • WhatsApp Caixa;
  • Caixa Tem;
  • aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
  • caixas eletrônicos;
  • rede Banco24Horas;
  • lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Banco do Brasil

A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).

A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.



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