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O estado de Mato Grosso é finalista de prêmio nacional de mobilidade urbana sustentável.

Segundo o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra-MT, Rafael Detoni, a implantação de ciclovias ou ciclofaixas nas rodovias estaduais está fundamentada no Plano Metropolitano de Mobilidade Sustentável.

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Foto: Marcos Lopes/ALMT

Com a implantação de ciclovias em rodovias estaduais de Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) se tornou finalista do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, iniciativa que reconhece ações de promoção da mobilidade urbana sustentável, segura e inclusiva no Brasil.

Desde 2018, o Estado implantou 44,5 km de ciclovias ou ciclofaixas em rodovias estaduais, como nos perímetros urbanos das MTs 010 e 251, e na MT-402, que liga o distrito do Coxipó do Ouro. Uma ciclofaixa também foi implantada na MT-343, em Cáceres.

Segundo o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra-MT, Rafael Detoni, a implantação de ciclovias ou ciclofaixas nas rodovias estaduais está fundamentada no Plano Metropolitano de Mobilidade Sustentável.

“Os estudos realizados para a elaboração do plano mostram uma crescente demanda e que a implantação das ciclovias impulsiona o Turismo Cicloviário. Segundo dados do aplicativo Strava, houve um aumento de 122% no número de viagens de bicicleta entre os anos de 2019 e 2022”, explica.

A Sinfra também desenvolve outros projetos que incluem ciclovias ou ciclofaixas, como a ligação entre a Ponte de Ferro e o Coxipó do Ouro.

O Prêmio Parque da Mobilidade Urbana é o maior evento da América do Sul sobre transporte sustentável. A Sinfra-MT concorre na categoria “Iniciativas Públicas em Favor da Mobilidade Sustentável”, junto com as prefeituras de São Paulo, Sorocaba, São Caetano do Sul e os Correios.

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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