"Wellington Fagundes"

Novos caminhos para 2022: Bolsonaro, Stopa e Kalil

“A reviravolta, Wellington Fagundes e PL, liderança que muda os caminhos da política em Mato Grosso, de desacreditado ao favoritismo”.

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Política

A reviravolta aconteceu de tal forma, que nem mesmo os mais experientes cientistas políticos, até mesmo aqueles de boteco, poderiam prever, com a chegada do Presidente da República, Jair Bolsonaro no PL, as mudanças são mais que necessárias no cenário da política em Mato Grosso, são obrigatórias.

Um exemplo bem claro foram as atividade do senador, Wellington Fagundes, uma das principais lideranças do PL no estado, que na última semana transitou com folga, liberdade, mostrando apreço e transito livre, tanto nos corredores do Paço Couto Magalhães, como também, do Palácio Alencastro, gerando muitas cogitações, já que segundo informações de bastidores, o senador teria conseguido iniciar uma conversa, que pode tornar as eleições de 2022 muito mais disputadas.

Em uma foto que apareceu o senador Wellington Fagundes ao lado do prefeito da Cuiabá, José Roberto Stopa juntamente com o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat pode ter ligado o sinal de alerta para muitos políticos, já que estamos falando dos dois maiores colégios eleitorais do Estado.

“Já é oficial. A filiação será no dia 22, número do nosso partido, e também o ano em que vamos reeleger nosso presidente Bolsonaro”, disse Wellington Fagundes, ao pedir esforço de todos, para ajudar a fortalecer a agremiação partidária. A meta, segundo ele, é fazer do PL um dos maiores partidos do Brasil.

Foto: Agência Senado

É fato que o “bloco” formado pelos revoltosos e excluídos, desde o início de 2021, já vinha ensaiando algumas movimentações, buscando alternativa para fazer frente a base, até então consolidada do grupo político do governador, Mauro Mendes, mas até então, eram apenas cogitações, especulações ou o popular, “vamos fomentar, implantar, se colar, colou”, porém agora, com a confirmação do Presidente Bolsonaro, no PL, tudo muda, de enfraquecido, Wellington passou para uma das lideranças mais importantes no contexto eleitoral para 2022, fazendo verdadeiramente frente na corrida eleitoral à reeleição ao Senado da República, fomentar candidatos à Câmara Federal, Assembleia Legislativa e até mesmo ao Governo do Estado de Mato Grosso. 

“Com apoio de Bolsonaro, José Roberto Stopa e Kalil Baracat, Welligton Fagundes já seria apontado como favorito na disputa eleitoral ao Senado da República”. 

Para quem estava esperando uma eleição tranquila, tanto para o Governo do Estado, quanto para o Senado da República, “voando em céus de brigadeiro”, podem chamar todo grupo, e refazer os planejamentos, as estratégias, mudar imediatamente desde já as condutas, porque tudo mudou, “onda bolsonarista” pode não ter mais a mesma potência da última eleição, mas, a “marolinha” já está fazendo toda diferença no cenário político de Mato Grosso.

Foto: Agência Senado

“A formação do grupo liderado pelo senador, Wellington Fagundes com novo potencial do PL, abre até outras “portas” e expectativas, já pode receber apoio de lideranças como do governador, Mauro Mendes, e todo seu grupo político e empresarial,  como também, da ala tradicional do antigo “DEM”, como o senador Jayme Campos, o deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o ex-governador, Júlio José de Campos, o líder do governo na AL, deputado Dilmar Dal Bosco, entre outros. Wellington potencializado”.

Wellington Fagundes, que já foi por vários mandatos deputado federal, e hoje exercer o cargo de Senador da República, conhecedor de todo território estadual, mostrou que não basta ter serviços prestado, o fator sorte também faz parte de uma disputa eleitoral, passando de “Patinho feio”, de desacreditado, para a exuberância majestosa do “Tuiuiú” o símbolo e referência do Pantanal de Mato Grosso.

Foto: Agência Senado

“A reviravolta, Wellington Fagundes e PL, liderança que muda os caminhos da política em Mato Grosso, de desacreditado ao favoritismo”.

Agora a disputa vai começar, com lideranças sociais, vereadores, prefeitos, deputados estadual, federal, senador e lideranças políticas de vários setores se movimentando, a formação de um grupo de oposição está nítida, resta saber quem terá o maior poder de barganha, para formar o melhor grupo, rumo as eleições de 2022.

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Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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