“2002 e as semelhanças com 2022”

Natasha segue história da mulher que venceu dois homens na disputa pelo Senado

Há cerca de 20 anos, Serys desbancava Dante de Oliveira e Carlos Bezerra lideranças dos dois maiores grupos políticos de Mato Grosso

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Política

Foto: FaceBook/Divulgação

As eleições de 2002 foram marcadas por muitas surpresas, reviravoltas, muitos que foram subestimados, por aqueles que eram tidos como fortes e imbatíveis, tiveram que degustar do “gosto amargo da derrota”, assim aconteceu com o saudoso ex-governador, Dante Martins de Oliveira, e o deputado federal, Carlos Bezerra, quando perderam a disputa do Senado da República para Serys Slhessarenko.

Foto: FaceBook/Divulgação

“Uma deputada federal desbancou dois ex-governadores”.

Foto: Assessoria

Naquele período, a pré-campanha da então deputada federal, Serys, era vista por muitos apenas com uma estratégia, para ela fomentar seu nome, em busca de outras disputas, já que estaria enfrentando o “Homem das Diretas Já”, Dante de Oliveira, sem falar o ex-governador de Mato Grosso, Carlos Bezerra, duas personalidades da política, considerados praticamente imbatíveis na disputa eleitoral da época.

Foto: Câmara Federal

Com 90 dias de campanha, aqueles que apareciam como favoritos nas pesquisas, primeiro estagnaram, em seguida, começaram despencar, até que o resultado no dia da eleição chegou, a deputada federal fez história, além de desbancar os favoritos, foi eleita a primeira mulher ao Senado da República.

 

“Algo em comum? Os dois tidos como fortes ficaram brigando entre si, e deixaram Serys correr solta, fazendo sua campanha positiva por todo Mato Grosso”.

Foto: PH Rodrigues/omatogrosso

Neste ano, muitos fatores são semelhantes, já que em princípio, a disputa fica pela reeleição do senador, Wellington Fagundes, que faz da política uma profissão, desde 1990, lá se vão 32 anos, e o ex-ministro e deputado federal, Neri Geller.

Foto: Senado Federal

O peso dos nomes desses dois candidatos não intimidou a médica, Natasha, que com muita coragem e determinação segue o mesmo caminho da mãe, para se tornar a segunda mulher representando Mato Grosso no Senado da República.

Nos primeiros discursos, Natasha deixou bem claro que não representa grupos, seja do Lula (PT) ou de Bolsonaro (PL), porque a sua proposta é representar o povo que deseja por mudanças e trabalhos que vão de encontro com as suas necessidades.

Hoje, a médica é vista como uma opção, seja para as mulheres, como também para aqueles que buscam por uma terceira via.

De acordo com o “Aracuã do Pantanal”, o impossível não faz parte deste contexto, já que as mulheres são a maioria, e podem definir qualquer eleição, o que aconteceu em 2002, pode repetir em 2022.

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