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Morre o ex-deputado Pedro Satélite

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Faleceu na noite dessa quinta-feira (04), em Cuiabá (MT), o ex-deputado estadual Pedro Inácio Wiegert, conhecido como Pedro Satélite, aos 67 anos. Há dois anos e meio o político e empresário tratava um câncer no pâncreas e, desde último dezembro, estava internado no hospital São Mateus. O velório será realizado no foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a partir das 9h, com sepultamento marcado para as 17 horas no cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá.

Pedro Satélitele nasceu em Dionísio Cerqueira (SC), era pai de quatro filhos  e chegou em Mato Grosso em 1978, onde expandiu os negócios como empresário do ramo de transporte de passageiros.

A empresa Transportes Satélite, da qual era sócio, foi uma das primeiras a atuar no norte mato-grossense, realizando o transporte de migrantes do Sul do país para colonização da região. Foi daí que veio o sobrenome Satélite. Pedro Satélite iniciou a vida pública em 1986, em Guarantã do Norte, onde foi vice-prefeito e prefeito. Em 1990 disputou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa, alcançando a primeira suplência, vindo a exercer o mandato pelo período de três meses.

Em 1994 foi eleito deputado estadual, reelegendo-se em 1998 e 2002. Nas eleições de 2006, Pedro Satélite obteve 19.452 votos e ficou na primeira suplência e assumiu o mandato por alguns meses. Na eleição de 2010, ficou novamente na primeira suplência, mas, em 2013, assumiu como titular. Sua última eleição foi em 2014,  quando se candidatou pelo Partido Social Democrático (PSD) e foi eleito com 20.120 votos.

O término da pavimentação e duplicação da BR-163 foi uma das bandeiras de luta do deputado, devido à importância da rodovia em termos econômicos e sociais para Mato Grosso e Pará.

Ele também lutava por regularização fundiária e agricultura familiar. Um dos marcos da história política foi a intermediação junto ao Governo do Estado para que o Sistema de Abastecimento de Energia da região norte de Mato Grosso fosse integrado ao Sistema Eletrobrás, o que possibilitou a implantação de inúmeras indústrias e agroindústrias que alavancam o desenvolvimento da região.

O deputado ainda conseguiu, como representante do norte do estado na Assembleia Legislativa, a interiorização do sistema de saúde por meio da criação e implantação de hospitais regionais, sempre defendida com veemência pelo parlamentar.


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Fonte: ALMT – MT

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ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.

A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.

Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.

A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.

Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.

Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.



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