VÁRZEA GRANDE
Moradores do Glória I e Vila Arthur são beneficiados com serviço completo de pavimentação
São dois quilômetros de asfalto novo que colocam fim à temporada da lama e da poeira. O local era bastante problemático e teve de receber atenção reforçada na etapa da drenagem. Esses foram os primeiros, de um total de 12 quilômetros, que serão entregues dentro da programação de aniversário
Política
O sonho de 47 anos do ‘seo’ Rosalvo Ribeiro Davino foi realizado. O morador da região do Jardim Glória I e Vila Arthur, em Várzea Grande, comemora a pavimentação da sua rua, a Tailândia. Ele acompanhou cada etapa e antes mesmo da entrega da obra, ele já investiu mais de R$ 1 mil em melhorias no imóvel: fez a calçada da frente da casa e em breve estará “embelezando a casa”, com uma pintura nova. “Desde que moro aqui nossa vida se dividia em duas temporadas: lama e poeira. A cada quatro anos sempre recebíamos a promessa de asfalto, mas nada acontecia. Agora o prefeito Kalil prometeu, acompanhou e está nos entregando o asfalto. Não só o asfalto, mas uma rua sinalizada, com placas e meio fio”.
A entrega oficializada na manhã de hoje (10), pelo prefeito Kalil Baracat e pelo vice-prefeito, José Hazama, reuniu moradores que comemoraram muito as obras. No local foram inaugurados os primeiros dois quilômetros, de um total de 12, que integram o pacote de obras da programação alusiva aos 156 anos de fundação de Várzea Grande. O ‘pacote’ orçado em cerca de R$ 12,8 milhões foi possível graças à articulação política do prefeito que conseguiu recursos de emendas, via deputado estadual Eduardo Botelho, além de convênios com o governo do Estado, Caixa Econômica Federal e recursos próprios.
O prefeito fez questão de lembrar que a região demandava de um trabalho especial de drenagem e que foi feito. “Até por isso nossa obra atrasou um pouco, mas está entregue. Obras como essa têm cunho social, pois trazem uma mudança na rotina dos moradores, valorizam os imóveis e resgatam sim, a auto-estima”, defendeu Kalil. “São muitas obras que trazem esse sentimento de resgate, de valorização, de pertencimento ao várzea-grandense nesses 156 anos. Obras que atendem várias demandas da cidade. Atende pleitos dos vereadores, da população em geral. Não fosse o empenho de várias esferas, apoio da Câmara Municipal e até a interlocução que nossos vereadores fizeram e fazem, não estaríamos aqui entregando esse asfalto novo”, completou.
Ainda no ato da entrega, Kalil fez questão de pontuar que cada centavo pago em tributos no Município é revertido à população, com melhorias por toda cidade. “Quando digo que cada obra e que cada ação que faz parte dessa programação é um presente de aniversário, estou dizendo que é um presente à cidade, às pessoas que aqui vivem. Não é um presente pro prefeito, pros vereadores, e sim, para nossa população”.
O secretário de Obras e Viação de Várzea Grande, Luiz Celso de Moraes, explica que a obra, além de asfalto novo, trouxe galerias pluviais, redes de água, drenagem, meio-fio, sinalização horizontal e vertical e iluminação.
Edézio Pereira Leite, também morador da rua Tailândia há 25 anos, conta que viu o bairro crescer e ruas ganharem o asfalto. “E a gente sempre ia ficando para trás. Nos sentíamos desprestigiados. Por muitas vezes sentimos o poder público nos dar as costas. Criei meus filhos com rua de terra, sofrendo com rinites e bronquites, mas agora, minha neta, vai ter uma infância com qualidade de vida”.
Moradora da região, a vereadora Gisele Aparecida de Barros, a Gisa Barros (União Brasil), foi uma grande articuladora das obras de pavimentação na região. “Cresci na região e sabemos na prática que investir em infraestrutura é investir na qualidade de vida e estamos aqui celebrando a realização desse asfalto e agradecendo ao prefeito Kalil”.
A OBRA – O secretário Luiz Celso explica que as obras tiveram início em agosto do ano passado e fazem parte de um pacote de infraestrutura assinado entre o Município e o governo do Estado de Mato Grosso, com emendas parlamentares estaduais e federais, e contrapartida, orçado em cerca de R$ 40,3 milhões, que pavimentarão 25,1 km em nove bairros da cidade.
“São cinco ruas aqui no bairro Jardim Glória II e Vila Arthur. Mas o ‘pacote’ está levando ou já entregou asfalto novo em outros bairros como: Pirineu, Capão do Pequi, Eldorado, Cidade de Deus, Jardim Glória I, Jardim Alá, Jardim Paiaguás e Alto da Bela Vista.
Além de emendas federais, estaduais, governo do Estado e recursos próprios, outros R$ 70 milhões originados por meio do Finisa, estão sendo aplicados em pavimentação de outros bairros. “Parte desse trabalho estará sendo entregue durante o aniversário da cidade, em bairros que estão também recebendo pavimentação em ruas dos bairros Novo Mundo, Nova Era e na Comunidade Capelinha, no Distrito de Limpo Grande”.
O Finisa – Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento voltado ao Setor Público – foi firmado no ano passado entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal em razão da capacidade de pagamento do Município e a severidade com que os recursos públicos são geridos na atual gestão.
Por meio da linha de financiamento é possível que o ente público pleiteie recursos para apoiar financeiramente diversas ações, como investimentos em infraestrutura, mobilidade, equipamentos, iluminação, construção de escolas, creches, hospitais, entre outros. O financiamento contribui para a melhoria das condições de vida da população, proporcionando a geração de empregos e renda.
PROGRAMAÇÃO
11 de maio de 2023 (Quinta-feira)
*9:00 – Assinatura do Termo de Compromisso entre o estado Mato Grosso, por intermédio do Poder Judiciário – Tribunal de Justiça – e o município de Várzea Grande para cessão das antigas instalações do antigo Fórum da cidade à prefeitura de Várzea Grande.
Local: Paço Municipal de Várzea Grande.
*16:00 – Inauguração das obras de pavimentação asfáltica do Bairro Novo Mundo.
Local – Rua N – Bairro Novo Mundo.
*19:30 – Concentração Especial do Pedal da Guarda, em comemoração ao aniversário de Várzea Grande.
Local: Praça Sarita Baracat – Av. Couto Magalhães.
SECOM/VG
Política
Sancionada lei que autoriza zerar ‘taxa das blusinhas’ até US$ 50
A Presidência da República sancionou a lei que põe fim à taxa das blusinhas. Publicada na edição extra do Diário Oficial da União da quinta-feira (10), a Lei 15.502 autoriza a redução a zero no Imposto de Importação em compras internacionais de até US$ 50 (em torno de R$ 260).
O texto altera o Decreto-Lei 1.804, de 1980, e autoriza o ministro da Fazenda a modificar as alíquotas do Imposto de Importação no Regime de Tributação Simplificada (RTS). As alíquotas poderão ser reduzidas a zero na faixa de tributação de até US$ 50, e a 30% na faixa de até US$ 3 mil. A legislação anterior estabelecia alíquota de 20% para remessas de até US$ 50 e de 60% para compras de até US$ 3 mil, além do ICMS.
As compras internacionais continuam sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com alíquotas definidas pelos estados e pelo Distrito Federal.
O texto também autoriza o Ministério da Fazenda a estabelecer alíquotas diferentes segundo dois critérios: a forma de transporte da encomenda (remessa postal ou expressa) e a adesão ou não ao programa de conformidade da Receita Federal. A remessa postal é aquela transportada pelos Correios. Já a remessa expressa é enviada por empresas privadas de courier, em serviço aéreo ou com entrega porta a porta. A inclusão desse dispositivo não modifica imediatamente a tributação, mas permite que o governo diferencie futuramente as alíquotas aplicadas a cada modalidade.
O Executivo também poderá estabelecer limites de quantidade ou de frequência para o uso da alíquota reduzida nas compras destinadas a pessoas físicas. Poderá ainda definir critérios para impedir o fracionamento artificial de remessas e o uso do regime em operações comerciais ou de revenda.
A nova lei permite usar a taxa de câmbio do dia da compra para calcular o valor das mercadorias adquiridas em plataformas habilitadas no programa de conformidade. Atualmente, a mudança na cotação do dólar entre a compra e a entrada da mercadoria no país pode mudar o valor sobre o qual os impostos são calculados.
Além disso, a lei também estabelece outras mudanças, tais como:
- a isenção para medicamentos sem similar nacional destinados ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas;
- a adoção de medidas contra a venda de produtos ilegais;
- avaliações periódicas dos impactos da desoneração no emprego, indústria, comércio, preços e arrecadação.
A nova lei teve origem na Medida Provisória (MP 1.357/2026) encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional em maio deste ano. A matéria foi aprovada no Senado em 3 de setembro, sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF).
Medicamentos
A nova legislação prevê alíquota zero do Imposto de Importação de medicamentos sem similar nacional adquiridos por pessoas físicas para uso próprio no tratamento de doenças raras ou negligenciadas.
Esses produtos também ficarão fora dos limites de valor previstos no Regime de Tributação Simplificada. Para ter direito ao benefício, o medicamento deverá ser classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como “sem similar nacional”.
Os critérios e os procedimentos para garantir a isenção serão regulamentados pelos órgãos competentes. A medida produzirá efeitos observado o prazo máximo de 180 dias da publicação da lei.
Impacto econômico
O texto determina que o Ministério da Fazenda avaliará periodicamente os efeitos econômicos da tributação das remessas internacionais. O primeiro levantamento deverá ser concluído e publicado em até três meses. Os demais deverão ser realizados em intervalos de, no máximo, seis meses.
A análise deverá considerar:
- os impactos sobre emprego e renda, especialmente nos setores que empregam mais trabalhadores;
- a competitividade da indústria e do comércio varejista;
- os preços dos produtos de consumo popular;
- o volume, o valor e a origem das remessas internacionais;
- as diferenças tributárias e concorrenciais entre os produtos importados e os nacionais;
- os efeitos sobre a arrecadação federal e estadual.
O acompanhamento deverá abranger obrigatoriamente os setores têxtil, de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O Ministério da Fazenda terá até 15 dias, após a conclusão de cada avaliação, para publicar o relatório.
O Congresso Nacional também deverá realizar uma avaliação anual do regime. Para isso, o Poder Executivo terá de apresentar, até 30 de abril de cada ano, um relatório com os valores arrecadados, os impactos na indústria e no comércio e a estimativa de renúncia de receitas para o ano seguinte. O objetivo das avaliações é gerar um banco de dados para que Executivo e Legislativo busquem caminhos para avançar na isonomia tributária para a indústria e o comércio nacional.
Responsabilização das plataformas
A nova lei busca ainda ampliar a responsabilidade das plataformas digitais intermediadoras e dos operadores logísticos habilitados no programa de conformidade da Receita Federal. As empresas habilitadas no programa deverão adotar mecanismos para identificar indícios de subfaturamento, fracionamento artificial de encomendas e ocultação do remetente. Entre as providências exigidas estão a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros, o monitoramento de padrões anormais de remessas, a manutenção de registros eletrônicos e a cooperação com o Fisco.
As plataformas de comércio eletrônico também precisarão verificar os dados cadastrais dos vendedores, incluindo CPF ou CNPJ, contas bancárias, carteiras digitais e outros meios de pagamento associados. Deverão ainda oferecer canais para denúncias de produtos ilegais ou que violem direitos de propriedade intelectual, retirar ofertas irregulares e suspender vendedores infratores.
Além de cooperar com as autoridades, as plataformas terão de apresentar relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual. O descumprimento das obrigações poderá resultar em advertência, multa, suspensão temporária e, nos casos mais graves ou reiterados, proibição de operar no mercado brasileiro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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