LEGADO DE TRABALHO PARLAMENTAR

“Meu pai foi meu maior exemplo de vida”, diz prefeito Emanuel Pinheiro

Emanuel Pinheiro da Silva Primo foi deputado federal em 1970

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Política

Arquivo Pessoal

Emanuel Pinheiro da Silva Primo, pai do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, foi um dos mais destacados parlamentares da área federal, na década de 70, conforme recordam antigos colegas de área política e familiares. O filho, Emanuel Pinheiro, seguiu os passos políticos do genitor, sendo deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, e é o atual prefeito de Cuiabá. Tanto ele quanto seu filho, neto do saudoso parlamentar federal (Emanuelzinho) marcham brilhantemente na política, com enfoque de atuação focada na ala social. Abaixo, as palavras saudosas do prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, que relembra a figura fantástica do pai e seus ensinamentos…

Emanuelzinho (e) e prefeito Emanuel Pinheiro: geração que herdou compromisso do deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo Foto: Reprodução/Facebook

“Saudade, meu pai. Mas, onde quer que o senhor esteja, não se preocupe, não é sentimento triste, não. Tem gente que relaciona saudade com sentimento ruim, com o que falta, mas pra mim é coisa boa, porque a saudade diz que eu estou cheio de memórias; boas memórias, cheio de orgulho de ser seu filho e continuar seu legado como servidor do povo, cheio de esperança de um futuro melhor. E tudo isso eu aprendi com o senhor.

Saudade a gente sente daquilo que foi bom, daquilo que despertou amor, e isso sempre transbordou na nossa família. O senhor se foi, mas deixou muita saudade. Neste dia de lembranças, abraço aqueles que compartilham comigo essa saudade e que me fazem feliz por pertencer, por relembrar sua presença. Hoje eu abraço a minha amada mãe Maria Helena de Freitas Pinheiro e os meus queridos irmãos Helena Maria, Marco Antônio, Marco Túlio e Marco Polo, e vivo essa saudade serena de saber que fui e sou amado, e que amo muito toda a minha família”.

Para o neto de Emanuel Pinheiro da Silva Primo, Emanuelzinho, o orgulho de estar hoje numa posição que o avô esteve tempos atrás faz com que tenha ampliada sua sensibilidade e maior determinação de trabalhar firme para benefícios gerais da população. “Por ele ter sido deputado federal, e emplacado grandes avanços, ficou esse compromisso nosso de dar continuidade ao seu trabalho. Mesmo não o tendo conhecido, no meu cotidiano, de forma que não sei explicar, é quase possível sentir sua presença na minha vida e de minha família”.

Na opinião do jornalista Laerte Lannes, “há pessoas que traduzem tudo aquilo de bom que a sociedade espera e aplaude quando acontece. O deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo solidificou isso nos corações brasileiros. Sua passagem entristeceu o Brasil, Mato Grosso, cada um de nós. Fomos confortados parcialmente pela imposição de força atuante do filho [prefeito Emanuel Pinheiro] e do neto [Emanuelzinho], nomes que dispensam apresentações pela garra com que se dedicam a trabalhar pela população. Enfim, os grandes exemplos do nobre deputado federal Emanuel Primo, do cidadão exemplar que sempre foi, são imortais”.

 

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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