TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MT

Mesa diretora da Câmara de Cuiabá visita TJMT

A desembargadora destacou a importância do encontro, como forma de integração entre os poderes e fortalecimento dos laços. 

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Política

Secom - Câmara de Cuiabá
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Francisco Carlos Amorim Silveira – Chico 2000 (PL), primeiro vice-presidente, vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), o Secretário de Patrimônio , Mateus Cassio Lopes e o Jurista Jussianey Vieira  realizaram uma visita de cortesia a presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, nesta segunda-feira (13).
O presidente Chico 2000, disse que a visita de cortesia teve como objetivo estreitar o relacionamento com judiciário, como também parabenizar a desembargadora por ter assumido a presidência do TJMT.
“Fomos bem recebidos e falamos sobre diversos assuntos, mas na linha informal, como saúde, atividade física, ações junto ao Executivo e saímos daqui felizes, satisfeitos com a receptividade e nos sentindo com a obrigação de retribuir”.
A desembargadora destacou a importância do encontro, como forma de integração entre os poderes e fortalecimento dos laços.
“Eu vejo que só faz bem esse encontro, porque tivemos um momento de integração, do conhecimento das demandas um do outro e um fortalecimento dos laços entre os poderes, embora independentes, nós também fazemos parte de um todo, o qual muitas vezes passou um tempo sem se aproximar como gostaríamos. E hoje foi uma alegria muito grande durante a visita, porque além de conhecer as diretrizes do ponto de vista político, do ponto de vista prático, também a gente vê a revelação do ser humano, singular, sensível, bastante ponderado, com pé no chão, mas ao mesmo tempo com muitas ideias que vem de encontro com as necessidades do bem estar social, e isto é tudo de bom, é o melhor que podemos desejar”, pontuou a presidente do TJMT.
O parlamentar Rodrigo e Sá enfatizou, o debate sobre a saúde da Capital e afirmou que todos os poderes estão preocupados com a situação.
“Essa visita foi muito importante, porque esta gestão vem buscar a interlocução entre os poderes e com a grata surpresa nós fomos muito bem recebidos pela desembargadora, que têm um olhar social e humano pelas pessoas, nós tratamos de vários assuntos, entre eles a saúde da Capital, onde a Câmara, o Tribunal de Justiça, o Governo e o município, todos preocupados, principalmente com a população”.
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice, ao final da visita, desejou aos parlamentares êxito nas ações em prol das ações desenvolvidas para população de Cuiabá.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá
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ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.

A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.

Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.

“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.

A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.

“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.

Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.

Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.

“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.

Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.

“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.

Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.

“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.

Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.

A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.

A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.

“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.

A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.

Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.

Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br⁠, para consulta dos profissionais e da sociedade.

O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.

Fonte: ALMT – MT



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