"CONSCIÊNCIA NEGRA"
Max Russi homenageia personalidades negras e cria lei do Dia Estadual de Tereza de Benguela
Data, que será celebrada em 25 de julho, também homenageia a Mulher Negra de Mato Grosso.
Política
O governador Mauro Mendes (DEM) sancionou, na quinta-feira (18), a Lei 11.577, que institui o dia 25 de julho como o Dia Estadual da Mulher Negra e de Tereza de Benguela. A proposta é de autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB). Uma sessão solene, também requerida pelo parlamentar e que homenageou mais de 147 personalidades, em alusão ao dia nacional do Zumbi Do Palmares e da Consciência Negra, foi realizada no Teatro Zulmira Canavarros, na quinta-feira. Evento contou com show nacional, da cantora nacional Ana Cacimba.
Na ocasião, que teve a participação da primeira-dama Virgínia Mendes e do senador Wellington Fagundes(PL), foram entregues moções de aplausos, além da Honraria Ancestral e Estatuetas do 1° Prêmio Mato-grossense Tereza de Benguela. Conforme a presidente e co-fundadora do Coletivo do Quariterê, Silviane Ramos Lopes da Silva, foram 22 premiações, 115 homenagens e 10 honrarias.
De acordo com o deputado Max Russi, a intenção fomentar o reconhecimento da luta e da pauta da população negra, assim como sua contribuição na sociedade na história do Estado.
“Esse prêmio não é um mero evento, mas é um reconhecimento da luta e da pauta da população negra. Gostaria de dizer ainda que essa é apenas uma pequena parcela de tantas outras personalidades, que tem uma contribuição importante na história de nosso estado, de nosso país”, complementou.
Tereza de Benguela – Teresa de Benguela foi uma líder quilombola que viveu em um quilombo, às margens do rio Guaporé, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Ela liderou o Quilombo de Quariterê, após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Rainha Tereza, com era conhecida, comandou uma comunidade de três mil pessoas. Uniu negros, brancos e indígenas para defender o território onde viviam, resistindo bravamente à escravidão por mais de 20 anos. Também geriu a estrutura política, econômica e administrativa da comunidade.
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
Política
Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias
Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).
A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.
Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Vetos
Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.
O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.
Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Agricultura5 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política7 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política6 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política7 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Saúde5 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Agricultura7 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Política6 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

