"Patrulha Borel"
Max Russi: “É preciso dar um basta à sanha de monstros que trucidam crianças”
Para o 1o. secretário da ALMT, a lei “Patrulha Henry Borel” – aprovada pelo Legislativo e sancionada pelo governador Mauro Mendes – vem ao encontro das expectativas de que as crianças tenham uma proteção maior por parte de todos os segmentos da sociedade
Proposta foi concebida pelo magistrado Jamilson Haddad, ‘abraçada’ pela deputada Janaina Riva e avalizada por unanimidade pelos pares em Plenário
Política
Na mesma linha de outras lideranças da ala parlamentar de MT, o deputado estadual Max Russi também aplaudiu a instituição da lei “Patrulha Borel”. Trata-se de proposta concebida pelo magistrado Jamilson Haddad, ‘abraçada’ pela deputada Janaína Riva e avalizada por unanimidade em Plenário. Já foi sancionada pelo governador Mauro Mendes.
A concepção dessa lei surgiu espontaneamente. Convidado pela presidente da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB/MT), Tatiane Barros Ramalho, o magistrado cuiabano Jamilson Haddad Campos proferiu palestra sob o tema “Lei Henry Borel e Abandono Afetivo” durante simpósio. Ato contínuo, redigiu minuta que resultou na lei que institui a “Patrulha Henry Borel”.
Essa proposta foi aclamada no seminário por advogados, representantes da Defensoria, Ministério Público e Judiciário, bem como da Polícia Militar e sociedade civil; a minuta do projeto foi registrada já na ata do evento.
Sem emendas ou alterações redacionais, a minuta escrita pelo juiz foi apresentada à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pela deputada Janaína Riva e aprovada por unanimidade pelos seus pares em Plenário.
Em paralelo, a advogada Tatiane Ramalho e o autor da proposta entabularam entendimentos com a presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, assim como com o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp/MT), Cel. PM César Augusto Roveri, e, ainda, com o comandante-geral da Polícia Militar (PMMT), coronel Alexandre Corrêa Mendes. Todos endossaram a ideia.
Também para Max Russi, que denota extrema preocupação com o tema vulnerabilidade de crianças/adolescentes na sua militância política, a Lei “Patrulha Borel” é mais um importante instrumento para ampliar proteção às vítimas de violência geral e em situação de risco.
Ao parabenizar seus pares pelo entendimento consensual acerca de tema que qualifica como extremamente importante, Max Russi deixou claro que houve, por parte do governador Mauro Mendes, idêntica sensibilidade ao sancionar mais essa iniciativa social da ALMT voltada a crianças e adolescentes.
“O caso do menino Henry Borel Medeiros chocou o país e o mundo pela forma displicente e cruel com que foi tratado pelos que tinham o dever de protegê-lo, atos inconcebíveis à sua própria mãe, Monique Medeiros”.
Antes de ser assassinado a pancadas, o garoto vivia em regime de constante apreensão pela covardias sucessivas por parte do padrastro, então vereador Dr. Jairinho [Jairo Souza dos Santos Júnior), atualmente preso.
“Infelizmente, há outros Henry Borel sofrendo horrores no ambiente doméstico no Brasil e mundo afora. E nem sempre quando esses abusos vêm à tona, isso acontece a tempo de salvá-los. O caso do menino Henry Borel se tornou mais um símbolo da inocência criança ultrajada por covardes travestidos de protetores”, desabafa Max Russi.
ENTENDA O CASO…
Com apenas quatro anos, Henry Borel morreu no ´dia 8 de março. Conforme os autos processuais, sua morte se deve a espancamentos agressivos que teria sofrido em casa. Na denúncia da promotoria, o autor dessa barbaridade foi seu padrasto, Jairo Souza dos Santos Júnior, na época vereador, mais conhecido por Dr. Jairinho.
O bárbaro assassinato do menino Henry Borel chocou duplamente pela omissão da mãe da criança, Monique Medeiros, ao ser informada pela babá, num salão de beleza, que o garoto apresentava comportamento estranho após a chegada do padrasto, que se trancou com ele num quarto, possivelmente para perpetrar sessão de espancamentos.
Nem com essas informações da babá Monique se mobilizou para ir socorrê-lo. O menino mancava explicitamente ao andar ao sair do quarto, cenas expostas na imprensa inteira; ainda assumia explícito terror na convivência com o padrasto. Isso ficou claro quando ele tentou afagá-lo no elevador e o garotinho buscou refúgio nos braços da mãe.
Na verdade, na tentativa de buscar proteção, Henry abraçava era uma cúmplice das torturas que vinha sofrendo no recinto domiciliar pelo padrasto Jairo. O mesmo foi denunciado por outras mulheres com quem se relacionou, que traçaram perfil de psicopata em sua conduta especialmente com crianças.
Monique e Jairo foram presos e respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunhas.
PATRULHA
Conforme o texto legal, a “Patrulha Henry Borel atuará garantindo às crianças e adolescentes vítimas da violência doméstica e familiar”, sob a responsabilidade da Polícia Militar, nos mesmos moldes da exitosa “Patrulha Maria da Penha”.

Monique Medeiros (frente) e Jairinho à direita – Foto Tânia Rêgo – Agência Brasil
“Note-se que a ‘Patrulha Maria da Penha’ resultou na redução em 97% da repetição de violência doméstica contra mulheres amparadas pelo programa”, assinala Haddad, com a experiência adquirida em mais de duas décadas de magistratura, dez anos na Vara Especializada de Violência Doméstica da Comarca de Cuiabá, na qual é titular.
Além da finalidade preventiva – e repressiva, quando necessário -, a lei expressa disposições educativas e assistenciais não menos importantes, que incluem capacitação de professores, policiais, conselheiros tutelares e outros profissionais envolvidos na proteção a crianças e adolescentes – também prevê assistência às famílias e até mesmo aos agressores, por meio de grupos reflexivos, a exemplo do que já é feito em relação aos réus em casos de violência contra a mulher.
“Não há dúvidas de que esta lei – a primeira do gênero em todo o Brasil – irá consistir em poderosa ferramenta para a proteção de infantes e jovens em situação de risco, assim como para a efetivação de direitos, assegurados pelo Estatuto da Criança e Adolescente. Assim como pela Lei Henry Borel”, sentencia o juiz Jamilson Haddad.
SOBRE A LEI
Sancionada pelo governador Mauro Mendes aos 03 de maio de 2023, a Lei nº 12.097 ainda institui este mês para campanhas de conscientização, prevenção, orientação e combate à violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes em Mato Grosso.
“Quero agradecer ao deputado Eduardo Botelho pelo apoio no encaminhamento da propositura à presidente da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados, Tatiane Ramalho, e principalmente a nosso mentor, juiz Jamilson Haddad, que nos trouxe a proposta”, reconhece a deputada Janaína Riva.
Com informações de Haroldo Assunção/ALMT
Política
ALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade
A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, na última quinta-feira (3), cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda de instituições de ensino superior de Cuiabá e Várzea Grande para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A iniciativa busca aproximar os universitários do Poder Legislativo estadual e estimular a produção de conteúdos sobre o impacto das leis e das políticas públicas na vida da população.
Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, o prêmio conta novamente com uma categoria exclusiva para universitários. A proposta é reconhecer trabalhos que contribuam para ampliar a compreensão sobre o papel da Assembleia Legislativa e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.
Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o diálogo com as universidades é uma forma de apresentar aos jovens o funcionamento do Legislativo. “Trazer isso para os universitários é uma ferramenta, uma ação muito importante para que nós possamos reforçar qual é o trabalho do legislativo e o que ele impacta na vida das pessoas”, afirmou. Ao lado do jornalista da Secom Márcio Moreira, ele apresentou aos estudantes detalhes do concurso.
Segundo Marques, a temática escolhida também busca aproximar a sociedade das atividades parlamentares e mostrar seus efeitos na vida da população. “A gente está mais uma vez colocando em pauta o papel da Assembleia e o resultado dessas políticas públicas na vida da população mato-grossense”, explicou.
A iniciativa despertou o interesse dos acadêmicos. Estudante do 5º semestre de Publicidade do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Nathan Basualdo pretende participar do concurso. Para ele, a premiação representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação e mostrar como a comunicação pode aproximar a população de temas relacionados à legislação.
“É uma oportunidade excelente tanto para mim como estudante quanto para o profissional. É a chance de mostrar o que eu sou capaz de criar e como a Assembleia Legislativa impacta diretamente na sociedade”, destacou.
Bruna Ribeiro de Amorim, estudante de Publicidade da Univag, considera que o concurso pode contribuir para sua formação e representar um diferencial profissional. “Poder falar que participei de uma premiação dessa já é algo forte. Demonstra o meu desempenho e o meu esforço para me tornar uma profissional relevante no mercado”, afirmou.
Na Universidade de Cuiabá (Unic), o acadêmico de Jornalismo Alison Pacheco também demonstrou interesse em participar do prêmio. “É uma maneira de reconhecer o nosso trabalho, nós que somos estudantes, e também uma maneira de mostrar para a sociedade os projetos de lei que a Assembleia Legislativa vem fazendo”, disse.
Para a coordenadora do curso de Publicidade da Univag, Caroline Araújo, a categoria universitária incentiva os futuros profissionais a conhecerem novas possibilidades de atuação. “Todo prêmio, quando coloca os universitários, os acadêmicos, ele é incentivador. Faltam mais premiações que busquem fazer esse incentivo para quem está na academia, para enxergar o mercado de outra maneira”, avaliou.
Segundo a professora, a participação em concursos complementa a formação acadêmica ao aproximar teoria e prática. “O aluno não entra em uma faculdade e vai aprender tudo ali dentro. Ele vai aprender na simbiose que existe entre a sala, a prática e o externo”, explicou.
Professora dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unic, Elizabeth Neves também destacou o potencial da iniciativa para ampliar o conhecimento sobre o legislativo entre os jovens. “Isso reverbera na família, no ambiente dos amigos, em quem os cerca. Eles vão estar atentos ao papel real da Assembleia Legislativa na sociedade”, afirmou.
Premiação — O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas elas, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.
As inscrições seguem até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.
Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site trofeuparlamento.com.br.
Fonte: ALMT – MT
-
Agricultura4 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política5 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política5 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política5 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Agricultura5 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Política5 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Saúde4 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

