ALMT
Max Russi apresentará reivindicações a Jair Bolsonaro nesta quinta
Presidente e ministro da Infraestrutura estarão em Cuiabá para encerramento de seminário da Funai e a inauguração da travessia urbana no Distrito Industrial.
Política
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, estarão em Mato Grosso nesta quinta-feira (19). Na agenda, a participação no encerramento de um seminário da Fundação Nacional do Índio (Funai), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, e a inauguração da travessia urbana no Distrito Industrial da capital. residente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), acompanhará a visita e antecipou que aproveitará a oportunidade para reinvindicar as obras da duplicação de 250 km da BR-364 e 163 , ligando Sinop a Cuiabá e a não cobrança de pedágio.
“Esse trecho precisa ser resolvido, existe lá um pedágio e o governo federal precisa ser firme, mudar aquilo, porque tem um acostamento altíssimo, todo dia acidente, vidas sendo ceifadas. Não podemos esperar mais. Essa é a demanda que eu gostaria de ver resolvida e espero que em curto espaço de tempo. Com a vinda do Presidente e do ministro acho que vai ser possível encontrar uma solução definitiva para a situação”, contextualizou Max.
O deputado disse que percorre constantemente a estrada de Cuiabá para Rondonópolis e Jaciara, onde já ocorreu a duplicação e, graças a isso, diminuíram muito os acidentes. “A duplicação do trecho trouxe inúmeros benefícios. Antes, demorava-se entre 3 e 4 hora para fazê-lo, hoje se faz em 1hora e 30 minutos com tranquilidade. Então o que eu vejo acontecendo aqui no Sul do Estado eu também quero que acontecendo no Norte”, completou.
Apesar do convite formal ainda não ter chegado à Assembleia, Russi disse que o Parlamento se fará presente, levando as reivindicações. Russi adiantou que irá tratar tambémas ferrovias, em especial sobre a autorização d extensão dos trilhos da Ferronorte para Cuiabá e depois Lucas do Rio Verde – a chamada Ferrovia “Senador Vicente Vuolo”. O presidente da ALMT citou que o senador Jayme Campos (DEM) e a bancada mato-grossense estão fazendo a defesa em Brasília, porém, a Assembleia vai fazer o que for necessário, dentro de sua competência, para somar forças na realização desse sonho.
“Nós vamos lutar pela ferrovia em Cuiabá. Não vamos aceitar nada diferente disso. Já conseguimos avançar bastante nesse chamamento”, afirmou Russi ao citar que a Assembleia já aprovou o Projeto de lei Complementar n° 10/2021, Mensagem nº 24/2021 – que dispõe sobre o Sistema Ferroviário de Estado do Mato Grosso – SFE/MT e sobre os regimes de exploração dos serviços de transporte ferroviário de cargas e de passageiros, e dá outras providências.
“Se precisar, o Parlamento estadual vai à Justiça porque entendemos que o povo cuiabano já ficou mais de 20, 30 anos sonhando com a ferrovia e não vamos aceitar nada que venha impedir esse sonho. Existe um PEC aprovado. Então já avançamos muito, não podemos retroceder por qualquer motivo”, defendeu Max Russi ao afirmar que esse é um trabalho que conta com apoio da maioria dos deputados.
Outra agenda confirmada é que o ministro da Infraestrutura oficializará a liberação para o tráfego do trecho da BR-163/364 no Distrito Industrial. A obra é considerada fundamental para melhorar o tráfego da região, que inclui grande número de caminhões que fazem o transporte de cargas para empresas localizadas no Distrito Industrial. Além disso, existem vários bairros, o que obriga a população a dividir o tráfego com caminhões pesados.
Com a inauguração desse trecho, a duplicação dos 210 km entre Cuiabá e Rondonópolis chega a 95%, faltando apenas a travessia urbana de Jaciara.
Política
Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS
O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.
O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.
O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.
O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.
Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.
O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira
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