Feminicídio

Mato Grosso registra redução de 20% em casos de feminicídio

Entre as ocorrências envolvendo vítimas femininas, que também registraram redução, está o estupro (-4%) e a lesão corporal (-3%)

Publicado em

Política

Mato Grosso registrou 36 casos de feminicídio de janeiro a setembro deste ano - Foto por: Christiano Antonucci / Secom-MT

Mato Grosso registrou 36 casos de feminicídio de janeiro a setembro deste ano. Apesar de ainda ser um número elevado, houve uma redução de 20% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Já com relação aos homicídios dolosos de vítimas femininas, houve um aumento de 31% no comparativo com o mesmo período de 2020. Neste ano, 34 mulheres foram vítimas de homicídios dolosos, enquanto 26 casos foram registrados no ano passado. Ao todo, 70 mulheres foram mortas em Mato Grosso de janeiro a setembro.

As tentativas de homicídio contra mulheres chegaram a 180 casos neste ano, comparados a 176 casos do ano passado, um pequeno aumento de 2%.

Entre as ocorrências envolvendo vítimas femininas, que registraram redução dos índices, também consta o estupro, com diminuição de 4% nos casos e lesão corporal, com redução de 3%. Este ano, 328 casos de estupro foram registrados, ante 341 no ano passado, além de 6.844 casos de lesão corporal, ante 7.056 em 2020.

Os casos de importunação sexual aumentaram 36%, com 201 ocorrências registradas este ano comparadas a 148 no ano passado. Assim como o assédio sexual, que teve 148 ocorrências registradas este ano, ante 131 no ano passado, aumento de 13%.

Como denunciar

Mato Grosso possui atualmente oito delegacias especializadas para atendimento às mulheres, localizadas em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Barra do Garças, Sinop, Rondonópolis, Primavera do Leste e Tangará da Serra. Além disso, Cuiabá conta com um Plantão da Mulher 24 horas, que funciona na Av. Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores), s/n, bairro Planalto.

As mulheres também podem denunciar qualquer tipo de violência por meio do disque-denúncia da Polícia Judiciária Civil (197/181), ou em uma situação de emergência acionar o 190 da Polícia Militar.

A Polícia Civil também disponibiliza o aplicativo para celular SOS Mulher, onde a vítima acessa o botão de pânico e outras funções disponíveis, como telefones de emergência, denúncias, delegacia virtual. No site sosmulher.pjc.mt.gov.br, a vítima pode solicitar a medida protetiva de urgência online, sem a necessidade da mulher se deslocar até uma delegacia.

E, por fim, a Sesp-MT disponibiliza o site E-Denúncias, que pode ser realizado para qualquer tipo de denúncia, inclusive de violência doméstica e sexual. O diferencial é que a denúncia pode ser feita anonimamente, com espaço para anexos como fotos, vídeos, áudios, etc. O site pode ser acessado pelo link: www.edenuncias.mt.gov.br.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

Publicados

em


Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA