"Fronteira"
Mato Grosso e Bolívia discutem ações do Plano de Fronteira para reforçar políticas públicas
Desenvolvimento Econômico, Condições Sociais e de Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Biodiversidade Regional, Integração Econômica Regional
Política
O 1º Encontro de Trabalho para discussão do Plano de Fronteira de Mato Grosso e suas Adequações (PEFA-MT) foi realizado nesta sexta-feira (05.11), no município de Vila Bela da Santíssima Trindade. O evento teve como objetivo propor ações de integração entre Mato Grosso e Bolívia, assim como o reforço de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento de 21 municípios de região de fronteira e San Ignacio de Velasco (Bolívia).
O encontro foi conduzido pelo governador em exercício Otaviano Pivetta. Esta é a primeira etapa para oficialização e efetivação do plano, que prevê ações nos eixos estratégicos: Desenvolvimento Econômico, Condições Sociais e de Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Biodiversidade Regional, Integração Econômica Regional: Mato Grosso-Bolívia, Governança e Modernização Institucional.
“A intenção do Governo é sinalizar aos municípios dessa região e implementar um programa de desenvolvimento, que vai desde a construção da infraestrutura até a melhoria dos serviços públicos, como educação, saúde, infraestrutura e segurança. Queremos também usar experiências bem sucedidas em outras regiões do Estado, aproveitando os potenciais que existem”, destacou Pivetta.
Durante a programação, os secretários Alan Porto (Seduc) e Lilian Santos (Sema), apresentaram algumas propostas já em andamento em Mato Grosso e que devem ser implementadas durante o processo de adequação do plano de fronteira. Na área de meio ambiente foi citada a modernização e digitalização do licenciamento ambiental, uso do sistema de monitoramento Planet e projetos de revisão do zoneamento. Na educação, o foco será trabalhar os programas Alfabetiza MT, que propõe a alfabetização de crianças até os 7 anos de idade, e Mais MT Muxirum, que visa erradicar o analfabetismo entre jovens e adultos nos próximos cinco anos.
“Nestas áreas ainda temos poucos municípios que aderiram aos nossos programas, mas o ideal é que possamos implementá-los em todos os municípios de fronteira”, afirmou o secretário Alan Porto.
Para dar início às propostas na área de infraestrutura e logística em Vila Bela da Santíssima Trindade, foi assinado um termo de convênio entre Governo e Prefeitura para a pavimentação asfáltica, drenagem, sinalização e calçada com área total de 15.754,19 metros quadrados a ser feita em 8 ruas e avenidas. O investimento será de 3 milhões. Também foi assinada uma carta de intenção Pró-asfaltamento e Integração para pavimentação da MT-199 e prolongamentos, passando pelas comunidades Seringa/Palmarito no lado brasileiro e Marfi/Buena Hora, no lado boliviano.
“A integração com a Bolívia é fundamental, pois somos porta de entrada do corredor de exportação para o pacífico, e hoje, a Bolívia é um grande produtor que pode ser parceiro de Mato Grosso, além de outros serviços que beneficiem tantos os bolivianos como os mato-grossenses”, disse o prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken.
Representando o governador do departamento de Santa Cruz de La Sierra, Luis Fernando Camacho, o presidente da Assembleia Legislativa Departamental de Santa Cruz, Zvonko Matkovic Ribera, salientou que a saúde é uma das maiores preocupações do poder público local.
“Em setembro, o governador Camacho e o governador Mauro Mendes se reuniram para discutir temas comerciais, saúde e integração. Há muita gente da Bolívia que vem para o Brasil e hospitais brasileiros, assim como a Bolívia também atende brasileiros. É importante sanar questões como a dos convênios da saúde pública, devido a grande demanda de atendimento”, relatou Ribera.
Também participaram do encontro os secretários estaduais Alexandre Bustamante (Segurança Pública), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Beto Dois a Um (Cultura, Esporte e Lazer), vereadores, deputados estaduais, deputados federais, e representantes do poder público de várias localidades da Bolívia.
São municípios que fazem parte da região de fronteira: Vila Bela da Santíssima Trindade, Araputanga, Cáceres, Comodoro, Conquista D´Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D´Oeste, Mirassol D´Oeste, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos e Vale de São Domingos.
Foto: Mayke Toscano/SECOM-MT
Política
Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias
Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).
A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.
Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
Vetos
Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.
O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.
Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Agricultura5 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política7 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política6 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política7 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Saúde5 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Agricultura7 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Política6 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

