Criança autista
Magistrado destaca Importância de Instituto de Autismo e Barra ação de Cáceres
“Tenho um filho de 8 anos, já fomos várias vezes no posto de saúde, nunca saímos com um resultado concreto esse mutirão é a chance de meu filho ter um diagnóstico”, disse uma senhora
Política
A prefeita de Cáceres (222 Km de Cuiabá), Eliene Liberato, através do seu partido “PSB”, questionou na Justiça Eleitoral um “mutirão da saúde” que será realizado nos dias 7 e 8 de junho, pelo instituto “IDERSE”, que, entre outros serviços, irá possibilitar o diagnóstico de crianças com autismo. Na alegação da reclamação, foi questionado o caráter eleitoreiro por parte do Secretário Executivo do Ministério da Agricultura Iraja Lacerda, em apoio ao pré-candidato vereador professor Leandro.
O juiz da 6ª Zona Eleitoral de Cáceres, José Eduardo Mariano, acabou negando o provimento da ação, destacando a importância do mutirão, que visa diagnosticar crianças com autismo.
“É importante salientar que nos encontramos em período de pré-campanha, no qual as convenções partidárias ainda não foram realizadas para a escolha dos candidatos, e tampouco foram registradas as candidaturas.
Nesse contexto, não há extrema urgência que justifique a concessão da tutela antecipada requerida, nem tampouco perigo de perecimento de prova de algo que ainda não ocorreu”, analisou o juiz eleitoral.
Quando questionado acerca do assunto, o ministro da Agricultura em exercício, Iraja Lacerda, através da sua assessoria de imprensa, respondeu com a seguinte nota.
“O Ministro em Exercício da Agricultura e Pecuária do Brasil Sr. Irajá Lacerda, recebe com estranheza a notícia que a prefeita Eliene Liberato, através do seu partido entrou com recurso na justiça eleitoral, tentando barrar uma ação tão importante que visa atender famílias carentes, que não tem acesso a esse tipo de atendimento na rede pública e nem condições de buscar a rede privada, pois os tratamentos são muitos caros. Ações como essas sempre terá o seu apoio, como cidadão Cácerense, que é. Parabenizar o magistrado, por essa decisão louvável em benefício das famílias do município”.
A moradora Fátima dos Reis, do bairro Cavalhada, em Cáceres. Disse a importância desse mutirão para levar seu filho, para poder buscar um tratamento adequado para ele.
“Tenho um filho de 8 anos, já fomos várias vezes no posto de saúde, nunca saímos com um resultado concreto esse mutirão é a chance de meu filho ter um diagnóstico para ter um tratamento adequado e uma melhora na qualidade de vida. Me estranha a prefeita nordestina, sabe como é as dificuldades da vida, se opor diante de um projeto tão importante como esse, pensando no poder a qualquer custo, sem pensar em nós”. Finalizou a moradora.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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