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Lideranças e representantes do movimento negro são homenageados em sessão solene

“O Dia da Consciência Negra não é apenas um feriado, é uma data importante para também discutir ações para o fortalecimento da política de igualdade racial”, complementou o vereador.

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Política

Foto: Walfredo Rafael/Secom Câmara
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), entregou 23 Moções de Aplausos durante sessão solene, realizada nesta terça-feira (16.11), na Câmara de Cuiabá, em alusão ao Dia de Zumbi e da Consciência Negra. 
 
A sessão, também requerida pela vereadora Edna Sampaio (PT), homenageou lideranças do movimento negro da capital. No total, foram entregues pelos parlamentares 118 moções.
 
O vereador destacou a luta do povo negro contra o racismo e por maior espaços na sociedade. Hoje, o parlamentar – que saiu da comunidade de Sangradouro, em Santo de Leverger – é o primeiro presidente negro eleito na Câmara de Cuiabá.
 
“O dia 20 de novembro é para lembrar a todos que antes de nós já houveram muitas outras pessoas que lutaram por liberdade, igualdade racial e social. Precisamos encorajar para que novos homens e mulheres negras conquistem mais espaço. Por esses e outros motivos valorizo a oportunidade que tenho em estar na Câmara de Cuiabá, como o primeiro presidente negro que assumiu de forma eletiva. Vereadora Edna Sampaio, primeira mulher negra a estar como vereadora, a qual eu respeito e que tem dado respaldo ao nosso mandato, que tem nos ajudado muito como mãe, como mulher e como militante”, disse o presidente.
 
“O Dia da Consciência Negra não é apenas um feriado, é uma data importante para também discutir ações para o fortalecimento da política de igualdade racial”, complementou o vereador.
 
A ex-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença, destacou o empenho do legislativo em criar políticas públicas voltadas à população negra. Além de garantir espaço a essa população na Casa de Leis.
 
“Eu quero parabenizar o presidente desta Casa de Leis, por abrir as portas do plenário para colocar em pauta o combate ao racismo e promoção de igualdade racial. Ainda vamos batalhar muito para termos a cidade que desejamos”, disse a professora  
 
VEJA NOMES DOS HOMENAGEADOS PELO VEREADOR JUCA DO GUARANÁ FILHO
 
GEORG BARANJAK
MARILDES RIBEIRO DE AMORIM
EDSON MAURO VIEIRA DA VEIGA
RODRIGO COSTA DE AMORIM
CÁSSIO DA SILVA MARTINS
PAULO YGOR SANTOS SILVA
MANUELA ARRUDA DOS SANTOS NUNES DA SILVA
DOUGLAS CAMARGO DE ANUNCIAÇÃO
DENIZE APARECIDA RODRIGUES DE AMORIM
FERNANDA APARECIDA ANTUNES DE ARRUDA
MATHEUS DE ARAÚJO
MANOEL FRANCISCO DA SILVA JÚNIOR
BENTO FILHO
ANDRÉ POZETTI
NARYANNE RAMOS
ELISEU DE FARIAS XUM XUM
PEDRO REIS
EDNA SAMPAIO
ELIZANGELA TENORIO
PASTOR SENA
MÁRCIO MAGALHÃES PINHEIRO
PROFª. DRª SILVIANE RAMOS
CARLA NEVES

VEJA LISTA DOS HOMENAGEADOS PELA VEREADORA EDNA SAMPAIO
1. ADALGIZA LIMA DA SILVA (FALECIDA) – Coletivo Negro UFMT
2. ADRIANA DE OLIVEIRA RANGEL – Psicanálise na Rua
3. ALAN TEIXEIRA DE LIMA – Fórum de População de Rua
4. ALEXANDRA DE MOURA NOGUEIRA – BPW – VG
5. ANA EMÍLIA IPONEMO BRASIL SOTERO
6. ANDRE POZETTI –
7. BÀBÀLORISÁ EDSON MAURO VIEIRA DA VEIGA
8. BÀBÀLORISÁ GEORG BARANJAK
9. BÀBÀLORISÁ RODRIGO COSTA DE AMORIM
10. BENTO EPIFANIO
11. CÁSSIO DA SILVA MARTINS
12. DANIEL VICTOR
13. DENIZE APARECIDA RODRIGUES DE AMORIM
14. DOUGLAS CAMARGO DE ANUNCIAÇÃO
15. EDEVANDE PINTO DE FRANÇA – CPIR
16. ELISEU DE FARIAS (XUMXUM)
17. ELIZANGELA TENORIO
18. FERNANDA APARECIDA ANTUNES DE ARRUDA
19. GABRIEL GREGÓRIO DE CAMPOS – GT de Combate ao Racismo
20. GIOVANNA BEZERRA – União Da Juventude Socialista
21. IRENE DE OLIVEIRA LIMA DE SOUZA – GT de Combate ao Racismo
22. ISABEL GARCIA DE FARIAS SILVA – GT de Combate ao Racismo
23. ISABELLE CASTRO – GT de Combate ao Racismo
24. JACY PROENÇA – GT de Combate ao Racismo
25. JOÃO BOSCO DA SILVA – GT de Combate ao Racismo
26. JOZIANI CAMPOS – BPW – VG
27. LUPITA AMORIM – Numdi/UFMT
28. MANOEL FRANCISCO DA SILVA JÚNIOR
29. MANUELA ARRUDA DOS SANTOS NUNES DA SILVA
30. MARCELA FERREIRA
31. MÁRCIO CAMILO DA CRUZ
32. MARCIO MAGALHÃES PINHEIRO – GT de Combate ao Racismo
33. MATHEUS DE ARAÚJO
34. NARYANNE RAMOS
35. PASTOR SENA
36. PAULO HENRIQUE DA SILVA – BABALORISÁ PAULODE OXUMARÉ – CPIR
37. PAULO YGOR SANTOS SILVA
38. PEDRO REIS
39. QUESIA VALMIS DE SOUZA – MNPR
40. RINALDO DE ALMEIDA – RENGAF
41. RODOLFO RODRIGUES NASCIMENTO – Coletivo Negro UFMT
42. RUBIA CRISTINA DE JESUS SILVA – MNPR
43. SELMA MARIA DE SOUZA CAMPOS
44. YÀLORISÁ JOYCE LILIAN LOMBARDI – CPIR
45. YÀLORISÁ MARILDES RIBEIRO DE AMORIM

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Política

Retrospectiva: Câmara aprovou propostas de combate à violência contra a mulher

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, um conjunto de propostas que reforçam o combate à violência contra a mulher, com medidas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à punição de agressores.

Entre os principais destaques estão a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres e de um protocolo unificado de atendimento às vítimas de estupro.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Sistema nacional de enfrentamento
Por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, a Câmara dos Deputados aprovou a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada Jack Rocha (PT-ES) e outros, o texto foi relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e prevê colaboração integrada entre o Ministério das Mulheres e os entes federativos.

O texto também permite que estados participantes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) direcionem parte dos recursos vinculados a investimentos para ações do sistema.

O novo sistema de enfrentamento da violência contra meninas e mulheres terá como diretrizes ampliar a capacidade de prevenir e enfrentar o problema com ações intersetoriais, respeitada a autonomia dos entes federativos.

Gil Ferreira/Agência CNJ

Delegacias deverão registrar a ocorrência e encaminhar vítima a unidade de saúde

 Atendimento a vítimas de estupro
Com a aprovação do Projeto de Lei 2525/24, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), a Câmara defendeu a criação de um protocolo unificado de atendimento em unidades de saúde e delegacias para casos de estupro e violência contra mulher, criança, adolescente e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A proposta está em análise no Senado.

Relatado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), o texto define procedimentos para preservar provas, garantir o encaminhamento da vítima entre os serviços de saúde e segurança pública e evitar a revitimização durante o atendimento.

Programa “Antes que aconteça”
A Câmara aprovou também proposta que cria o programa “Antes que aconteça” para prevenir casos de violência contra a mulher e dar mais efetividade às medidas protetivas.

Convertido na Lei 15.398/26, o Projeto de Lei 6674/25, do Senado, foi relatado pela deputada Amanda Gentil (PP-MA) e prevê:

  • campanhas educativas;
  • capacitação de profissionais das áreas de saúde, segurança, educação, Justiça e assistência social;
  • monitoramento eletrônico de agressores;
  • atendimento itinerante em regiões de difícil acesso; e
  • programas de reeducação de autores de violência.

Akira Onume/Governo do Pará

Delegado poderá instalar tornozeleira em agressor de mulher em cidades sem juiz

Tornozeleira obrigatória
Outra medida aprovada pelos deputados e transformada em lei determina que o juiz poderá exigir o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores quando houver risco à mulher em situação de violência doméstica.

A regra consta do Projeto de Lei 2942/24, dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), convertido na Lei 15.383/26.

Segundo o texto, relatado pela deputada Delegada Ione (PL-MG), a medida também poderá ser aplicada pelo delegado em cidades que não têm juiz no local. Nesses casos, a decisão precisará ser confirmada pelo magistrado.

A norma também amplia a punição para quem descumprir medidas protetivas relacionadas ao monitoramento eletrônico e garante à vítima dispositivo de alerta sobre eventual aproximação do agressor.

Homicídio vicário
O homicídio vicário ocorre quando uma pessoa é assassinada para causar sofrimento psicológico à mulher, geralmente filhos ou outros familiares, no contexto da violência doméstica e familiar.

Esse crime foi incluído no Código Penal, com pena de reclusão de 20 a 40 anos, graças a uma proposta aprovada pela Câmara.

De autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS), o Projeto de Lei 3880/24 foi relatado pela deputada Silvye Alves (União-GO) e convertido na Lei 15.384/26.

O crime será considerado homicídio vicário quando for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher.

A pena será aumentada de 1/3 se o crime for cometido:

  • na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento;
  • contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência; ou
  • em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Além do aumento das penas, esse crime passa a ser considerado hediondo.

Depositphotos

Lei aumentou penas para lesão corporal praticadas contra mulher por razões do sexo feminino

Lesão corporal
Com a aprovação do Projeto de Lei 3662/25, a Câmara dos Deputados apoiou o aumento das penas de lesão corporal grave, gravíssima ou seguida de morte praticadas contra a mulher por razões do sexo feminino (quando envolve violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher).

A proposta está em análise no Senado.

De autoria da deputada licenciada Nely Aquino (MG), o texto, relatado pela deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), considera alguns casos de lesões por essas razões como crime hediondo.

Assistência jurídica
Outro destaque do primeiro semestre foi a aprovação do Projeto de Lei 6415/25, que cria a Política Nacional de Assistência Jurídica às Vítimas de Violência.

A proposta foi enviada ao Senado.

De autoria da deputada Soraya Santos, o texto, relatado pela deputada Greyce Elias (PL-MG), prevê que essa assistência engloba todos os atos processuais e extrajudiciais necessários à efetiva proteção da vítima, inclusive o seu encaminhamento a atendimento psicossocial, de saúde e de assistência social.

A assistência poderá ser prestada, de forma gratuita, solidária, cooperativa ou suplementar, por vários órgãos, como:

  • defensorias públicas;
  • ministérios públicos;
  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • entidades e programas de assistência jurídica conveniados com os entes federativos; e
  • núcleos de prática jurídica, escritórios-escola, clínicas de direitos humanos e programas equivalentes de cursos de Direito de instituições de ensino superior, públicas ou privadas, desde que atuem sob supervisão de profissional habilitado na OAB.

Depositphotos

Preso em regime aberto que continuar ameaçando a vítima pode ir para o RDD

Regime diferenciado
Outro projeto aprovado pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ao preso que ameace ou volte a praticar violência contra a vítima ou seus familiares.

No RDD, o preso cumpre a pena em regime fechado, em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência, fiscalizada.

O Projeto de Lei 2083/22, do Senado, foi aprovado pela Câmara com parecer favorável da deputada Laura Carneiro e transformado na Lei 15.410/26.

Spray de pimenta
Por fim, aguarda sanção presidencial o Projeto de Lei 727/26, que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta para autodefesa por mulheres.

O texto estabelece regras para comercialização, utilização e penalidades em caso de uso indevido.

De autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o projeto foi relatado pela deputada Gisela Simona (União-MT) e exige que o produto seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A intenção é evitar agressões físicas e/ou sexuais contra as mulheres.

Os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia já aprovaram leis permitindo o acesso das mulheres ao spray, normalmente restrito às forças de segurança.

O spray será de uso individual e intransferível, e não poderá conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Natalia Doederlein



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