AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Lei da Pesca: Ministro do STF propõe ‘acordo’ para amenizar impacto aos pescadores

Em outubro, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF para derrubar a lei.

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Política

Crédito Rosinei Coutinho / SCO / STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, pretende propor um acordo entre o governo do Estado e a União para amenizar os impactos do Transporte Zero, lei que proíbe o transporte, armazenamento e comercialização do pescado pelos próximos 5 anos em Mato Grosso. Tal medida seria para amenizar o impacto causado por essa lei às comunidades ribeirinhas de Mato Groso, principalmente, a dos pescadores.

Foi o deputado estadual Wilson Santos (PSD), quem trouxe a informação, parlamentar que lidera o movimento pela derrubada da regra. “Ele garantiu que não vai conceder a liminar, nem vai negar [para derrubada da lei]. Ele vai tentar uma conciliação entre o governo Federal, que tem uma lei própria da pesca e que vigora em todo o Brasil, com o governo Estadual que fez essa reforma”, disse.

A matéria em questão foi aprovada em 1ª votação no dia 2 de junho do ano passado e entrou em vigor nesse ano. No texto, o governo propôs auxílio financeiro e qualificação dentro de programas institucionais aos pescadores. Contudo, a matéria foi alvo de críticas da classe ribeirinha, que se mobilizou em diversos protestos no plenário da ALMT.

Nesta terça-feira (9), os parlamentares apresentaram novo projeto de lei alterando a vigência da lei para 2025. Na prática, a legislação deve ter validade a partir de fevereiro, com o fim da Piracema.

Em outubro, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF para derrubar a lei. Sendo quem em seguida, o PSD também ingressou com um processo semelhante sobra o tema, que deverá ser julgado conjuntamente pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

Wilson e o governador Mauro Mendes (União) se reuniram com o ministro para conversar sobre o assunto. A Procuradoria Geral da República (PGR) se manifesta contra a regra afirmando que a legislação afeta o modo de vida dos pescadores, desrespeitando o princípio da dignidade da pessoa humana e o exercício dos direitos culturais.

Derrubada da lei

“O Ministério Público Federal, a defensoria e a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Pesca já se posicionaram pela derrubada da lei. Estamos muito confiantes de que essa lei deverá cair”, acrescentou Wilson.

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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