Política
Júlio Campos é reeleito e comandará CCJR em 2024
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Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O deputado estadual Júlio Campo (União) foi reconduzido ao cargo de presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e terá como vice-presidente o deputado Diego Guimarães (Republicanos. A eleição foi realizada na tarde desta terça-feira (09), após a instalação da CCJR, que ainda terá como integrantes titulares os deputados Dr. Eugênio (PSB), Thiago Silva (MDB) e Sebastião Rezende (União).
A disputa interna pela presidência da CCJR foi debatida nos bastidores. De acordo com o presidente eleito Júlio Campos, o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União), e o deputado Diego Guimarães, propuseram a indicação de Guimarães ao cargo, mas sem consenso. Em busca de pacificar os trabalhos, o deputado Dr. Eugênio abriu mão de uma possível candidatura à presidência ou à vice-presidência em favor de Diego Guimarães e a chapa foi eleita com os votos de Sebastião Rezende, Thiago Silva, Dr. Eugênio e Júlio Campos. Diego não participou da reunião de instalação.
Encerrada a eleição, Júlio Campos destacou a importância dos trabalhos da CCJR na apreciação das principais pautas de interesse, tanto da população, quanto de outros Poderes. “Tivemos uma gestão democrática, demos a oportunidade para os deputados pudessem relatar os projetos, manifestar seus posicionamentos e garantir que a população pudesse acompanhar tudo pelos canais de TV, internet e rádio. Acabaram as reuniões fechadas”.
O deputado Dr. Eugênio, que seria um “sucessor natural”, pois era o vice-presidente no ano passado, disse que “acordos republicanos” o levaram a declinar de uma candidatura própria ou mesmo da vice-presidência. “Fomos procurados hoje pelo deputado Diego Guimarães para falar sobre sua vontade de ser presidente. Diante da necessidade de estar mais perto da minha base neste ano de eleição e em busca de pacificar nosso trabalho na CCJR, eu retiro meu nome em favor do deputado Diego Guimarães”.
O deputado Sebastião Rezende, que volta à CCJR depois de ficar afastado em 2023, votou com a maioria, mas reiterou que a orientação da bancada era de apoiar o deputado Diego Guimarães, caso ele consolidasse seu nome.
Ano Intenso – Com as eleições municipais em 2024, os deputados deverão ficar mais próximos de suas bases eleitorais. Para garantir um fluxo adequado, o presidente eleito da CCJR, Júlio Campos, afirmou que os trabalhos serão intensificados até o recesso de julho para viabilizar a permanência dos parlamentares em seus municípios. Ainda de acordo com Campos, a CCJR continuará atuando com transparência e celeridade na apreciação dos projetos em tramitação.
Confira como ficou a CCJR:
Titulares
1 – Deputado Dr. Eugênio
2 – Deputado Thiago Silva
3 – Deputado Júlio Campos
4 – Deputado Diego Guimarães
5 – Deputado Sebastião Rezende
Suplentes
1– Deputado Fabio Tardin – Fabinho
2 – Deputada Janaina Riva
3 – Deputado Wilson Santos
4 – Deputado Dilmar Dal Bosco
5 – Deputado Beto Dois a Um
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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