DURAS CRÍTICAS
Jayme critica Aneel pelas altas no preço da energia e diz que agência virou cabide de empregos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), autarquia em regime especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia
Política
O senador Jayme Campos (UNIÃO) disparou duras críticas nesta semana à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em uma recente entrevista concedida à imprensa, ele culpou a autarquia pelas seguidas altas no preço da energia, disse que ela tem prestado um “papel horroroso” à população e que até já “virou cabide de empregos”.
“Infelizmente, quem coordena todo esse setor no Brasil é a Agência Nacional, que é a Aneel, que infelizmente, na minha visão, presta um papel horroroso, péssima qualidade e não cumpre com sua finalidade”, avaliou Campos.
O veterano senador diz que “as agências do Brasil, quando foram fundadas, foram criadas para, de fato, exercer o papel de fiscalizar. Mas as agências viraram cabides de emprego com as indicações políticas. Tem que ser indicações técnicas, mas indicações que faça e cumpra sua finalidade. E infelizmente as agências do Brasil, infelizmente, virou apenas cabide de emprego e feudo, muitas vezes de alguns políticos desse país”, disparou.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), autarquia em regime especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, foi criada para regular o setor elétrico brasileiro.
Suas principais atribuições são regular a geração (produção), transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica; fiscalizar, diretamente ou mediante convênios com órgãos estaduais, as concessões, as permissões e os serviços de energia elétrica; implementar as políticas e diretrizes do governo federal relativas à exploração da energia elétrica e ao aproveitamento dos potenciais hidráulicos; estabelecer tarifas; dirimir as divergências, na esfera administrativa, entre os agentes e entre esses agentes e os consumidores; promover as atividades de outorgas de concessão, permissão e autorização de empreendimentos e serviços de energia elétrica, por delegação do Governo Federal.
Na avaliação de Jayme, a agência não tem cumprido seu papel fiscalizador junto, por exemplo, às concessionárias de distribuição de energia. Segundo ele, as tarifas são reajustadas a cada 6 meses sem critério, abocanhando boa parte do rendimento da população.
“Hoje, o preço das tarifas de energia praticada no Brasil torna quase impossível o cidadão pagar sua conta de energia. Pessoas que ganham R$ 1,8 mil chegam a pagar R$ 600 de energia. Isso é praticamente 30% a 40% do seu salário só com energia”, disse o senador.
“A gente tem que discutir o conjunto do setor elétrico brasileiro. Lamentavelmente as renovações feitas no passado às concessões das usinas elétricas fez com que entrasse uma montanha de dinheiro, mas eu não sei pra onde foi esse dinheiro. A Aneel também tem que prestar contas”, cobrou Jayme.
Segundo o senador, existe um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), parado, para a agência prestar contas ao Congresso Nacional. Ele diz que esse PDL é baseado na existência do que chamou de “Caixa Preta da Aneel”, para se referir a impossibilidade de saber qual é a base de cálculo que a autarquia faz para reajustar tarifas elétricas no Brasil.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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