VÁRZEA GRANDE
Jardim Maringá 1 comemora chegada do asfalto na gestão Kalil
Durante todo esse mês, o Executivo Municipal preparou uma extensa programação com entrega de obras de infraestrutra em várias frentes.
Política
O Jardim Maringá I, localizado na região no Grande Parque do Lago, em Várzea Grande, passa a viver uma nova realidade a partir de agora. A gestão do prefeito Kalil Baracat concluiu a pavimentação asfáltica do local, com a entrega, dos últimos dois quilômetros que necessitavam de asfalto. O bairro tem agora, 100% das ruas pavimentadas.
A entrega das obras integrou a programação de aniversário da cidade, iniciada no último dia 7, e que segue até o dia 3 de junho e somam investimentos da ordem de R$ 115 milhões. O projeto que contemplou o Maringá I demandou investimentos de R$ 2,5 milhões e que fazem parte de um pacote total de obras de pavimentação, drenagem, pintura, sinalização e iluminação orçado em R$ 12,8 milhões -parte recursos próprios, emendas e convênios – que está sendo entregue à população neste mês de maio.
Kalil Baracat lembrou que não apenas o Maringá mas toda a região vem crescendo assim como Várzea Grande e vai ganhar em breve uma nova interligação com a Capital Cuiabá, mais precisamente na região do Parque Atalaia/Parque Cuiabá. “Serão novas áreas que já tem certa densidade populacionar e que vão ganhar mais desenvolvimento e investimentos”, disse o prefeito lembrando que a obra é do Governo do Estado de Mato Grosso.
Moradores mais antigos como Antônio Amorim, Tereza Silva, Amador Gonçalves e Izaias Gonçalves, se tornaram lideranças no bairro ao assumirem o protagonismo de buscar melhorias. “Hoje a gente comemora e muito. Minhas pernas cansaram de ir à prefeitura pedir ajudar, pedir serviços e melhorias. Estou aqui há 23 anos e esperei todo esse tempo para ver meu bairro com infraestrutura que a sua gente merece”, pontuou Tereza.
Outra liderança antiga, morador há 40 anos do Maringá I, afirmou que a pavimentação concretiza e estrutura, a parte do bairro que foi ampliada com o passar dos anos.
“Chamamos aqui de ‘parte baixa’ e era justamente uma porção do bairro bem complicada, mas que graças ao comprometimento do prefeito Kalil, pudemos driblar as dificuldades e hoje estamos aqui comemorando essa conquista, conquista essa que faço questão de salientar que é de cada morador. Nosso bairro está agora 100% asfaltado. Até a conclusão dessas ruas, vivíamos aqui no chão batido, na poeira”.
A poeira na seca e a lama na chuva, eram, segundo Izaias Gonçalves, são os grandes problemas do bairro. “Acredito que o fim dessa era é o nosso maior ganho. Cheguei aqui em 1982, quando tudo era Parque do Lago. O ônibus era de duas em duas horas e o poeirão não deixava nada limpo. Com mobilização e sensibilidade do poder público fomos recebendo obras. Faltava finalizar o nosso asfalto”.
Ele acredita que somente nos Maringás I, II e III, existam cerca de 8,5 mil moradores.
Já Amador Gonçalves, morador há 38 anos, lembrou dos mutirões realizados para levar melhorias ao bairro. “Em época de chuva, tinha morador que enfrentava água quase na cintura para sair de casa”. Ele fez questão de agradecer ao apoio que a comunidade recebe da Administração Regional do Cristo Rei, gerida pelo vice-prefeito, José Hazama.
“Ele é o nosso contato direto e sempre nos atende, é nosso interlocutor junto ao prefeito Kalil e o secretariado. Temos uma parceria estabelecida e só existe parceria quando os dois lados se sentem satisfeitos. Nossas demandas não param por aqui, mas esse asfalto era prioridade”.

SECOM/VG
Os moradores, que formaram uma espécie de comissão responsável por cuidar do bairro, são unânimes em dizer que a pavimentação, valoriza os imóveis e recupera a autoestima dos moradores. “Daqui a pouco vamos ter calçadas, muros e grades pintados, casas muradas, árvores plantadas. Porque o bairro vai naturalmente sendo valorizado por quem mora aqui e cada um vai fazendo as melhorias que pode”, completou Amorim.
O prefeito destacou que mais que valorização imobiliária, infraestrutura, levar asfalto é melhorar a qualidade de vida da população beneficiada e um dever do poder público.
“Para manter o compromisso com a população é preciso que o prefeito se relacione bem com todos os Poderes constituídos e eu tenho orgulho em dizer que a gestão do prefeito Kalil tem articulação política porque gere bem, gere com zelo todos os recursos que entram no Tesouro Municipal, sejam eles originados pelos contribuintes, por emendas, convênios e ou repasses. Só com articulação política e comprometimento é que seguimos nosso cronograma de obras, ações e serviços em dia, fazendo os investimentos que a cidade precisa. Essa é uma obra que pude acompanhar do começo ao fim”.
Ainda aos moradores, Kalil lembrou da sua relação estreita com a comunidade.
“Desde a gestão da prefeita Sarita, minha avó, quando ela trouxe uma escola para cá, estamos atendendo a melhorando a infraestrutura do bairro. Temos ruas para serem pavimentadas nas adjacências, como no bairro Princesa do Sol, e estamos buscando recursos. Mas temos outros projetos em andamento e que vão beneficiar todo o grande Parque do Lago, como a reconstrução da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Alino Ferreira de Magalhães’, com uma nova estrutura que está fazendo inveja às escolas particulares e que vamos entregar à comunidade no dia 30, às 16h. Além disso, estamos construindo a Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Clara que também vai reforçar o atendimento primário na região. Nossa vontade de melhorar a cidade não cessa e para isso estamos sempre buscando apoio, parcerias, para entregar o melhor a nossa cidade e a nossa gente”.

SECOM/VG
Presente à entrega, o deputado estadual Juca do Guaraná, lembrou que a articulação política é o grande trunfo que um gestor pode ter. “Fui vereador em Cuiabá por três mandatos e o vereador é o agente político mais próximo à população. E se hoje a comunidade recebe o asfalto novo é porque houve muita sinergia entre o Executivo e o Legislativo, porque asfalto é qualidade de vida, é saúde é humanizar a população”.
PROJETOS – O secretário municipal de Obras e Viação de Várzea Grande, Luiz Celso de Moraes, explica que o Município está em busca de novas emendas parlamentares para manter o ritmo de obras dentro do Grande Parque do Lago.
“Os serviços de revitalização e recape são constantes, fazem parte da nossa rotina, mas aqui, como eu digo, as demandas são por etapas. Concluímos uma etapa hoje, mas sabemos que existem mais dois quilômetros da segunda etapa e outros 2,5 quilômetros da terceira etapa para fecharmos a região com asfalto. Estamos correndo atrás e vamos entregar essas obras até o final do mandato do prefeito Kalil.
Luiz reforça que todas as obras contratadas e entregues não levam apenas asfalto novo, mas também galerias pluviais, redes de água, drenagem, meio-fio, sinalização horizontal e vertical e iluminação.
Representando a Câmara Municipal de Vereadores, o vereador Joaquim Antunes – o Joaquim da Alameda – destacou a importância das obras que estão sendo entregues em comemorações 156 anos da cidade. “A maior parte é de projetos de infraestrutura, o que traz impacto positivo à cidade como um todo. São mais de 30 eventos programados, é como se entregássemos uma nova obra por dia em Várzea Grande”.
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PROGRAMAÇÃO – Durante todo esse mês, o Executivo Municipal preparou uma extensa programação com entrega de obras de infraestrutra em várias frentes. O pacote com cerca de 30 eventos oficiais está estimado em R$ 85 milhões, entre recursos co Tesouro municipal, emendes e em parceria com o governo de Mato Grosso.
Entras as maiores obras desse ‘pacote de aniversário’ estão as de pavimentação asfáltica, num total de cerca de R$ 12,8 milhões. No pacote educação, somente com reformas, ampliações e reconstruções, a Pasta aplicou R$ 33,77 milhões.
27 de maio de 2023 (Sábado)
*16h – Entrega da Reforma do Miniestádio Cândido Jordão de Magalhães.
Local – Rua Joaquim Magalhães s/nº – Distrito de Bonsucesso.
30 de maio de 2023 (Terça-feira)
*16h – Entrega da Reforma e Ampliação da EMEB Alino Ferreira de Magalhães.
Local – Av. Verdão – Bairro Alto da Boa Vista – Parque do Lago.
31 de maio de 2023 (Quarta-feira)
*09h – Inauguração do CMEI Professora Leuby Correa da Costa Barros.
Local – Avenida A nº 0 – Residencial Gilson de Barros.
02 de junho de 2023 (Sexta-feira)
*18h – Abertura Oficial – “Festival Digoreste VG- É Tudo de Bom”. Festival Gastronômico e Cultural. Realização: GAAT – Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras.
Local – Paço Municipal Couto Magalhães – Av. Castelo Branco nº 2.500.
03 de junho de 2023 (Sábado)
*18h – “Festival Digoreste VG- É Tudo de Bom”. Festival Gastronômico e Cultural.
Realização: GAAT – Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras.
Local – Paço Municipal Couto Magalhães – Av. Castelo Branco nº 2.500.
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Política
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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