VÁRZEA GRANDE

Embaixador do Japão: “Saio impressionado com a iniciativa e liderança do Prefeito Kalil”

Prefeito Kalil recebeu a comitiva nipônica que está, pela primeira vez, em missão oficial a Mato Grosso. Potencial da cidade, e especialmente o perfil empreendedor e receptor para novas tecnologias, foram diferenciais apresentados e que despertaram interesse dos visitantes

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Política

Foto: SECOM VG

“Saio deste encontro impressionado com a iniciativa e liderança do prefeito. Vamos sim aprofundar entendimentos e relações nas áreas cultural, de esporte e agora, comercial. Vamos iniciar um trabalho para trazer empresas japonesas para se instalarem, investirem e buscarem parcerias no segmento da tecnologia. Fiquei muito animado após esse encontro com o prefeito Kalil”, afirmou o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, durante encontro com o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, na sede da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo. Essa é a primeira visita oficial de uma comitiva do governo japonês a Mato Grosso.

Ainda conforme o embaixador ficou evidente o interesse do Município em atrair empresas, em razão, sobretudo, do novo Parque Tecnológico que está para ser entregue a Várzea Grande, uma obra executada pelo governo de Mato Grosso. “Estamos em uma visita diplomática com um único objetivo: ampliar e estreitar as relações do Japão com o Brasil e o estado de Mato Grosso é estratégico. Me surpreende saber que Várzea Grande pode ser um polo de parceria e novos negócios nessa área”, completou.

O prefeito também avaliou o encontro como extremamente positivo, pois as tratativas foram direcionadas para a construção de parcerias nunca feitas entre o Município com outros países, visando a implementação de políticas públicas para criação de conexões entre Mato Grosso e Várzea Grande com o Japão. “Temos um forte laço cultural, pois a cidade é sede da associação nipo-brasileira, mas hoje demos um passo inédito para alicerçarmos o desenvolvimento econômico da cidade que projeta Várzea Grande para os próximos 20 anos. Esse planejamento depende da adoção de novas tecnologias, de inteligência artificial, de biotecnologia e nós teremos esse espaço próprio que é um novo polo industrial e o Parque Tecnológico. E essa missão deixou as portas abertas às parcerias, algo inédito para Várzea Grande, em se tratando de relações internacionais”.

Ainda como pontuou Kalil, o encontro surpreendeu porque Várzea Grande não tem vocação agrícola, não produz as principais commodities consumidas pelos japoneses como milho, soja e carne. “E mesmo assim, a comitiva manteve e demonstrou interesse em fazer parcerias e negócios com o Município. Nós apresentamos o protótipo do Parque Tecnológico e sem dúvidas, esse passa a ser o grande diferencial da cidade, o maior atrativo e um porto para ancoragem de empresas de tecnologia, em Mato Grosso”.  Kalil citou que a segunda maior revendedora da Toyota no Brasil de máquinas pesadas acabou de se instalar em Várzea Grande e teve a oportunidade de conhecer toda a estrutura. “Não temos vocação para a produção agropecuária de grande escala, mas temos uma posição logística estratégica de acesso ao norte e sul de Mato Grosso, bem como ao Norte e Sul do Brasil. As principais BRs cortam Várzea Grande e sabemos que o agro tem de ter acesso para o escoamento da produção”.

O cônsul-geral do Japão, Ryosuke Kuwana, destacou a atuação da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), que pode ser a porta de entrada de investimentos e parcerias do Japão em Várzea Grande. “Existe uma gama de possibilidades, desde a utilização da inteligência artificial, que pode ser usada inclusive na produção agrícola {produção de defensivos agrícolas}, bem como bolsas de estudos ofertadas pelo governo japonês para educação quanto para o esporte e em prol da difusão da cultura japonesa no Brasil e no Estado”.

A missão é bastante importante para o estreitamento das relações comerciais, já que o embaixador é o representante legal do governo japonês no Brasil e o cônsul é quem executa os trabalhos nos estados brasileiros, a pedido do governo do país asiático, reforçou o prefeito.

Embaixador ditou que em São Paulo, onde fica a sede do consulado japonês no Brasil, existe uma câmara que congrega 400 empresas japonesas e que ele pode ser um interlocutor para despertar o interesse dessas organizações para Várzea Grande.  De pronto, Kalil afirmou que havendo o interesse delas em aportar na cidade, por exemplo, implantando filiais, que pode pedir estudo à equipe econômica para ofertar alternativas para isenção de impostos, ou outros benefícios que se fizerem necessários e puderem ser ofertados pelo poder Executivo Municipal.

O secretário Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Charles Caetano Rosa, frisou que é determinação do prefeito que a Pasta esteja sempre atuando junto a outros municípios, estados e até países para trazermos conhecimento para Várzea Grande. “Temos tratativas com o Peru, com a China e agora estamos recebendo o embaixador do Japão e o cônsul japonês, radicado em São Paulo, para ampliar entendimentos. E hoje estamos dando o primeiro passo para atração de investimentos, recepção de novas empresas e transferência de tecnologia e conhecimento. Porque essas ações projetam a cidade para os próximos 20 anos, pelo menos, e resultam em oportunidades, empregos e renda para o momento presente”.

Além da aptidão tecnológica de Várzea Grande, Charles destaca que o potencial turístico de Várzea Grande também é um segmento a ser explorado. “Fazer desses intercâmbios uma oportunidade de mostrar nossos atrativos, especialmente o gastronômico e o cultural, segmentos muito valorizados pelos japoneses”.

Ainda como diferenciais de Várzea Grande, Kalil destacou a articulação política de sua gestão e o bom relacionamento com os Poderes. “Não tenho dúvidas de que Várzea Grande pode se tornar um polo educacional e científico. Temos todo apoio do governo do Estado, o governador Mauro Mendes é nosso parceiro, tem investido em infraestrutura para desenvolvimento da cidade com projetos co-financiados como estação de tratamento de água, pavimentação, serviços, fora a construção do Parque Tecnológico e de outros investimentos como a construção da primeira ferrovia estadual”.

DIFUSÃO NIPO-BRASILEIRA – Em relação ao esporte, Várzea Grande já detém laços e relações com a cultura nipônica. Como explica o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Sílvio Fidelis, houve um hiato provocado pela pandemia da covid-19, mas que será superado. “É uma vontade mútua, bem expressada pelo embaixador e pelo cônsul, de retomarmos a parceria especialmente no beisebol e judô. Eles têm profissionais e abriram a possibilidade de intercâmbios aos estudantes e aos profissionais da educação municipal e ainda, a oferta de bolsas acadêmicas de estudos.

Várzea Grande é sede de uma associação nipo-brasileira. “É uma relação bastante antiga. Há 50 anos os primeiros imigrantes aportaram em Mato Grosso e se radicaram em Cuiabá e Várzea Grande. Hoje são cerca de 50 mil em todo Estado e somente em Várzea Grande estimamos 500 famílias”, explicou o presidente da Associação Nipo Cuiabá e Várzea Grande, Jaime Matsunaga.

Matsunaga lembrou que a comunidade japonesa radicada no Estado está na segunda e terceira gerações dos primeiro imigrantes e que hoje, “todos trabalham, têm suas profissões e contribuem para o desenvolvimento do Estado”. No esporte, existe um forte intercâmbio entre atletas do beisebol e técnicos. A modalidade é forte no Estado, calendário ativo com partidas mensais e com competições que atraem grande público a cada jogo.

SECOM/VG

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Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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