ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MT
Janaina Riva participa da abertura da Acricorte 2023
A deputada afirmou que a Assembleia Legislativa tem papel relevante ao desenvolvimento econômico da agropecuária em Mato Grosso e no Brasil
Política
A presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputada Janaina Riva (MDB), participou, nesta quinta-feira (18), da abertura da feira agropecuária de Mato Grosso, mais conhecida como Acricorte 2023, realizada no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento acontece hoje (18) e amanhã (19), durante todo o dia.
Além dos workshops técnicos, o Acricorte contará também com uma feira de negócios, que reunirá cerca de 50 estandes de empresas referências do setor agropecuário. É a oportunidade de o público conhecer novas tecnologias do setor, realizar transações comerciais e ampliar a integração entre os profissionais do ramo.
A deputada afirmou que a Assembleia Legislativa tem um papel relevante ao desenvolvimento e ao crescimento econômico da agropecuária em Mato Grosso e no Brasil. Segundo ela, isso se dá porque o estado possui o maior rebanho bovino do mundo e o maior abate do país.
“São várias discussões que atingem o setor. Isso é debatido constantemente na Assembleia Legislativa. Hoje, a pecuária não vive um bom momento. Não é uma boa fase. Em 2022, o bezerro custava três mil reais, hoje está na casa dos 1,8 mil reais. O pequeno produtor começa a abater as matrizes, isso gera uma reação em cadeia para o futuro. A pecuária precisa de incentivos para se manter no mercado. Junto com a agricultura, a pecuária é a galinha dos ovos de ouro, que precisa ser tratada com relevância que merece”, disse Riva.
A deputada afirmou que não é fácil manter a cadeia produtiva nas variáveis do mercado econômico internacional. Segundo ela, o mercado faz com que o preço da carne baixe, por causa das oscilações constantes no mercado externo. Para Riva, na maioria das vezes, cabe ao produtor arcar com os prejuízos, quando ele assumir o preço da comercialização do produto.
Foto: Marcos Lopes
“É possível os governos federal e estadual reduzir a carga tributária incidente na comercialização da carne. Aqui no estado a gente tem tratado sobre isso. Mas não se pode falar apenas do setor da pecuária, mas tem que tratar dos frigoríficos. Não adianta dar o benefício se o mesmo não chegar à população. É uma conta difícil de ser feita, mas os debates têm que ser em torno disso. O brasileiro precisa ter a carne no seu consumo diário”, explicou a deputada.
O ex-ministro Aldo Rebelo, no governo Diilma Rousseff, um dos convidados da Acricorte 2023, falou sobre a agropecuária brasileira na geopolítica da segurança alimentar. Ele afirmou que no Brasil é possível criar, produzir e abastecer o mercado brasileiro e externo, sem agredir o meio ambiente.
“Nisso, não há incompatibilidade entre proteger o meio ambiente e produzir alimentos à população. Mato Grosso faz isso muito bem, porque 40% do que é protegido estão dentro das propriedades rurais. Em segundo lugar, a geopolítica da segurança alimentar é da decorrência, o mundo tem de produzir alimentos em escala crescente, para uma população que é crescente também”, afirmou Rebelo.
Segundo Rebelo, pouco países em todo o mundo têm condições de ampliar a produção de alimentos. Para ele, essa responsabilidade cabe ao Brasil. “Aqui tem recursos naturais, tem água e clima. Além disso, tem conhecimento gerados pela Embrapa e pelas Universidades Federais. Isso faz com que Mato Grosso tenha o maior rebanho, e seja o maior produtor de soja, de milho e de algodão, respondendo por quase metade do saldo da balança comercial do Brasil”, disse Rebelo.
Para o ex-ministro, a produção de Mato Grosso está alinhada com a preservação do meio ambiente e a segurança alimentar. Segundo ele, isso é positivo junto ao mercado internacional. “O mundo está preocupado com a questão ambiental. Mas o mundo também está preocupado com a segurança alimentar. Mas, há mais Ongs preocupadas com a questão ambiental, que com a segurança alimentar. Mas o mundo está preocupado com as duas coisas. Não adianta ter o meio ambiente, e a população faminta que precisa alimentar três vezes ao dia”, disse Rebelo.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, deputado Carlos Avallone (PSDB), afirmou que é possível trabalhar em parceria o meio ambiente e a pecuária. Segundo ele, em Mato Grosso, o setor produtivo – pecuária e agricultura – preserva 62% do ecossistema.
“É muito fácil falar disso. Mas é logico que há pressão e devemos estar preocupados com isso. Mas temos ainda como ampliar a produção, só utilizando áreas degradadas e sem precisar derrubar florestas. Mato Grosso vai e está ajudando a alimentar o mundo. É preciso deixar claro que a produção mato-grossense é feita de forma sustentável”, disse Avallone.
Questionado por Mato Grosso ser um dos maiores produtores de carne bovina do mundo e, nem por isso, parte da população brasileira tem acesso ao consumo do produto, Avallone disse que isso está atrelado ao preço das commodities, que tem impactos econômicos diretos na cadeia produtiva mundial.
“Agora, há possibilidade de redução nos preços na gondolas dos supermercados, porque os preços internacionais estão caindo. Isso é bom para a população, mas ruim para os produtores, porque os preços caem. Mas é preciso um equilíbrio nessa equação”, disse.
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, afirmou que o estado de Mato Grosso tinha, em 2022, cerca de 32,5 milhões de cabeça de gado, e que havia pelo menos 108 mil produtores. Segundo ele, cerca de 80% dos produtores têm até 250 cabeças de gado. O setor gera uma renda anual de R$ 2,5 bilhões.
“Cerca de 75% da carne produzida é consumida pelo interno e apenas 25% da produção é exportada. Se o preço no mercado está alto, não depende do produtor. Mas o preço da arroba está baixo. O que encarece a carne é o frigorifico, que determina o preço de compra. A elevação do preço final conta com a participação mercado varejista, que põe a margem de lucro que quer. Eles não perguntam para o produtor se está caro ou barato”, explicou Ribeiro.
Secretaria de Comunicação Social
Política
Saúde realiza ação neste sábado com oferta de exames de imagens para mulheres em Várzea Grande
Procedimentos incluem ultrassonografias mamárias e transvaginais e mamografias. Todos atendimentos foram agendados e serão realizados nos períodos matutino e vespertino
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (24), uma ação na FEB Saúde para ampliar o acesso das mulheres a exames importantes para o acompanhamento da saúde, rastreamento e diagnóstico precoce de doenças. Foram autorizados pelo Município 560 procedimentos, sendo 250 ultrassonografias mamárias, 250 ultrassonografias transvaginais e 60 mamografias.
Os exames foram escalonados para atendimento nos períodos matutino e vespertino, com o objetivo de organizar o fluxo de pacientes, redução de fila de espera e otimizar a realização dos procedimentos.
O superintendente de Regulação, Giliard Vieira, esclarece que a ação não funcionará como atendimento de portas abertas. As pacientes contempladas foram previamente contatadas diretamente pelo prestador de serviço responsável pelos exames, que informou sobre a data e o horário do atendimento.
“Nosso objetivo é organizar o fluxo de atendimento e garantir que as pacientes autorizadas recebam todas as informações necessárias para realizar os procedimentos. Por isso, é importante que aguardem o contato da equipe responsável e não se desloquem até a clínica sem a confirmação do agendamento”, orienta Giliard.
O secretário municipal de Saúde, Michael Alves, destaca que a iniciativa integra os esforços para ampliar o acesso aos exames especializados e fortalecer a assistência à saúde da mulher no município.
“Estamos trabalhando para ampliar a oferta de exames e proporcionar melhores condições de acesso aos serviços de saúde. Somente para este prestador de serviços, o Município já autorizou 560 exames de imagens que serão realizados dentro do fluxo da empresa e na medida em que as pacientes foram sendo contatadas. Ações como essa contribuem para avançar no atendimento às mulheres, reforçando a importância da prevenção, do acompanhamento regular e do diagnóstico precoce”, afirma.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que somente as pacientes contatadas e com agendamento confirmado deverão comparecer à FEB Saúde. A orientação é aguardar o contato do prestador responsável, que fornecerá as informações necessárias para a realização dos exames.
NÃO FUI CHAMADA? – Em caso de pacientes com exames de imagens solicitados e ainda em fila de espera, a orientação é de que procurem a unidade básica mais próxima, também chamada de unidade de referência, para saber sobre o status atual do processo de regulação ao exame. Há casos em que a paciente precisa atualizar dados do Cartão SUS. Todos os procedimentos autorizados têm os contatos telefônicos realizados pelo prestador de serviço. Sem sucesso nessa busca, muitas mulheres acabam perdendo a vez na fila de espera e por isso, a ida à unidade de saúde é essencial para validar ou retificar informações.
Havendo a validação dos dados, as mulheres com pedidos de exames de ultrassonografias mamárias, ultrassonografias transvaginais e de mamografias, serão contatadas e agendadas para a realização dos procedimentos ainda em 2026.
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