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Inovação nos serviços públicos é tema de debate entre Poderes no TJMT

O evento E-LAB 65/66 começa hoje (29) na sede do Tribunal de Justiça, e vai reunir servidores dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário

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Foto: PUBLICIDADE / ALMT

Os três poderes de Mato Grosso se reúnem nesta semana, entre os dias 29 e 31 de maio, para conhecer projetos e debater a inovação no poder público. O Encontro de Laboratórios de Inovação – E-Lab 65/66 será realizado na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e terá como tema “Inovar para Transformar o Mundo”. A iniciativa é do Poder Judiciário, por meio do Laboratório de Inovação (InovaJusMT), e contará com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Este será o primeiro evento voltado à discussão e fomento para inovações e soluções tecnológicas aplicáveis ao setor público e para capacitação de servidores como laboratoristas e estímulo à cultura de inovação dentro das instituições. A programação contará com palestras, mesas de debate e pitchs (apresentações), no espaço Gervásio Leite, na sede TJMT e terá transmissão pelos canais da instituição e pela TV Assembleia.

A ALMT participou do processo de desenvolvimento do projeto E-LAB 65/66. O secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, Ever Jota, conta que quando foram procurados pelo TJMT, iniciou-se uma seleção pelas iniciativas do Parlamento com escopo inovador.

“Estamos em constante processo de busca por elementos que melhorem a qualidade dos serviços que a Assembleia oferece aos cidadãos. Quando falamos em comunicação, a nossa preocupação é ampliar o acesso da população ao Poder Legislativo. A TVAL, por exemplo, tem programas de altíssima qualidade que abrem espaço para a classe artística apresentar sua arte às pessoas. Esse é só um exemplo. A partir do E-LAB 65/66 acreditamos que a cultura da inovação poderá ser disseminada em outros setores”, afirma Ever Jota.

Faça sua inscrição aproximando seu celular a esse QR-code.

Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA

O setor de publicidade da Assembleia Legislativa foi responsável pela criação da identidade visual do evento. Segundo o gerente de marketing Ricardo Sardinha, toda equipe foi envolvida no processo e a expectativa é que possam sair do evento com a ideia da inovação semeada. “O objetivo é implantar processos menos burocráticos, que tragam mais eficiência e celeridade para dentro do Poder Legislativo”.

Além da Secretaria de Comunicação da Assembleia, servidores da Secretaria de Tecnologia da Informação e de Serviços Legislativo vão participar do evento.

São realizadores do E-LAB 65/66, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Governo do Estado de Mato Grosso, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, e Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.

Inspiração – Em 2021, em meio à pandemia, o projeto “Outubro Movimente: de repente a gente muda” cerca de 30 convidados e 40 equipes para falar sobre cultura de inovação e intraempreendedorismo dos servidores em mais de 15 municípios mato-grossenses. A iniciativa dos servidores da Secretaria de Planejamento, Angélica Monteiro, Flávia Pimenta e Washington Fernandes, recebeu o Prêmio Espírito Público, concedido pela parceria VAMOS, formada pela Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org.

De acordo com a servidora Flávia Pimenta, Outubro Movimente 2021 foi o primeiro projeto da equipe, que havia sido formada em agosto do mesmo ano com objetivo de apresentar o conceito de inovação e intraempreendedorismo para os servidores públicos do estado. “A intenção era que o servidor se reconhecesse inovador ou se percebesse apto a inovar e melhorar as entregas para a sociedade. Nós procuramos desmistificar o tema a partir de três abordagens: a de que inovação não é T.I., que inovação não custa caro e de que inovar não é um privilégio de pessoas extremamente criativas ou inteligentes, mas sim uma habilidade e, como tal, pode ser desenvolvida por qualquer pessoa que se capacite”.

Sobre o E-Lab 65/66, a servidora diz que é uma oportunidade para mostrar como o poder público se preocupa em entregar benefícios para a sociedade e o quanto está disposto a trocar boas experiências e multiplicar as práticas inovadoras já existentes dentro da administração pública. “No evento serão abordados temas como o uso da linguagem simples, a importância de se ouvir o usuário, a necessidade de se valorizar o servidor que inova e empreende no serviço público. Ou seja, haverá um intercâmbio de conhecimentos e iniciativas relacionadas à inovação impactarão positivamente na vida do cidadão”, acredita Flávia Pimenta.

Programação – No dia 29 de maio, o E-Lab 65/66 terá como tema a “Importância dos laboratórios de inovação para o setor público”, com palestra magna do servidor público federal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Rodrigo Narcizo, que também é cofundador da Rede Conexão Inovação Pública, professor universitário e facilitador do Enap Transforma.

No dia 30, o tema será “Pelo direito de entender: como melhorar a comunicação jurídica no setor público usando a linguagem simples e o direito visual?”, com palestra magna da Gestora de Inovação Jurídica do Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Estado do Ceará, o Íris LabGov, Mariana Zonari.

Já no terceiro e último dia do encontro, o tema da palestra será “Inteligência Artificial e novas tecnologias”, com o cientista-chefe de dados e transformação digital é professor associado do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará, José Antonio Fernandes de Macedo, que também é coordenador do Laboratório de Ciência de Dados (InsightLab).

Com informações de Josiane Dalmagro, do Laboratório de Inovação do TJMT-InovaJusMT.


Secretaria de Comunicação Social

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Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

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A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



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