ENTENDIMENTO IDEALISTA

Ideologias à parte, Mendes e Fávaro arregaçam as mangas por MT

Governador Mauro Mendes e o senador Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura, estiveram em lados opostos durante a recente corrida presidencial. No entanto, sinalizam disposição de unificar ideias e forças para ajudar MT no que for possível.

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Assessoria Governo do Estado

Transcorridas as eleições, com os políticos assumindo postos que os eleitores oficializaram nas urnas, ou sendo nomeados para cargos públicos, a hora é de trabalhar firme, indistintamente de fronteiras partidárias. Esse é o pensamento do governador Mauro Mendes (União) e do senador eleito por MT, Carlos Fávaro (PSD), atual ministro da Agricultura. Rusgas políticas do recente embate eleitoral já inexistem, deixaram evidente nas conversas travadas no pós-eleição.

– Mato Grosso está acima de quaisquer interesses político-partidário. Independente de termos estado em lados opostos na eleição presidencial, eu e o senador Carlos Fávaro, hoje ministro da Agricultura, temos nítida visão da importância de unificar forças. Desse modo, nosso Estado terá maior facilidade de acesso às suas necessidades básicas, ainda que já tenhamos avançado bastante – disse o governador.

Também o senador Carlos FÁVARO sinaliza disposição de manter sintonia afinada com o governo estadual para tratar dos interesses de MT. Ele defende que o diálogo é a tônica a ser adotada daqui pra frente, e vai estender esse procedimento à ala produtora de Mato Grosso, que enaltece pelos resultados produtivos – e com qualidade técnica -até agora alcançados.

Ambos (governador e ministro) não formalizaram nenhuma composição, apenas defendem que diferenças de cunho político se tornam segundo plano quando há notório foco prioritário, no caso Mato Grosso.

Ministro Carlos Fávaro Foto: Assessoria

– Eu e o governador Mauro Mendes temos esse entendimento saudável, de construção de pilares harmônicos em prol do coletivo estadual. E é dessa forma que iremos manter estreita parceria nos próximos anos. No cargo de ministro da Agricultura, estarei atento aos clamores do setor produtivo rural, em todos os níveis, arregimentando medidas que impactem positivamente o setor.

 

 

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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