MATO GROSSO
Governo implanta eficiente sistema de rastreabilidade para monitorar madeira de florestas
Mais de 1.800 empreendimentos possuem madeira rastreável no sistema
Política
Com o Sisflora 2.0, Mato Grosso atende às exigências nacionais e internacionais de rastreabilidade, e garante ao mercado que o produto florestal de Mato Grosso tem origem lícita e pode ser comercializado. Isso foi possível porque o saldo de madeira dos empreendimentos do Estado foi migrado do antigo sistema, Sisflora 1.0, para o novo Sisflora 2.0.
Em outros Estados, apenas as novas explorações madeireiras, a partir da implantação do DOF+, em dezembro de 2022, têm rastreabilidade. Nestes casos, os saldos antigos continuam sendo transacionados sem rastreabilidade.
Conforme a superintendente de Gestão Florestal da Sema, Suely Bertoldi, para que isso fosse possível, foi essencial que o estado tivesse o seu sistema próprio e investido no aprimoramento do Sisflora 2.0.
“Hoje todas as guias florestais para transporte e exportação de madeira emitidas em Mato Grosso estão integradas e sincronizadas com o sistema federal, dando mais segurança para todos os mais de três mil empreendimentos que atuam no estado”, afirma.
O sistema está funcionando com a rastreabilidade integral do estoque de madeira para mais de 1.800 empreendimentos madeireiros. Para utilizar o novo sistema, é necessário ter feito o recadastramento do empreendimento e ele já ter sido analisado pela equipe da Sema.
Rastreabilidade da madeira
O Sisflora é um sistema estadual que tem como objetivo o monitoramento e controle da comercialização e o transporte de produtos florestais em Mato Grosso. O sistema possibilitou a implementação efetiva da cadeia de custódia em Mato Grosso, e rastreamento do produto florestal desde a extração da madeira, até a destinação final. Outra vantagem é a possibilidade de auditoria no próprio sistema, que melhora a disposição das informações e permite acesso aos órgãos de Controle. O sistema começou a operar em 19 de maio.
Com o novo sistema, o Estado atende também à Resolução 497 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que prevê procedimentos para inspeção de indústrias consumidoras ou transformadoras de produtos e subprodutos florestais madeireiros de origem nativa.

Política
Dia Nacional do Livro convida reflexões sobre o incentivo à leitura
Por Priscila Mendes
Uma viagem filosófica pelo espaço, que reflete sobre o apego material como “princípio do fim”. A canção “Busca Vida”, da banda Os Paralamas do Sucesso, composta por Herbert Vianna em 1996, lembra o clássico livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
Misturar música e literatura, assim como mesclar outras artes é comum. Em “Amor, I Love You”, de Marisa Monte, um fragmento do romance “O Primo Basílio”, do escritor português Eça de Queiroz em 1878, ficou famoso pela narração de Arnaldo Antunes.
Para marcar o Dia Nacional do Livro, instituído pela Lei Federal número 5.191 de 1966, a Rádio Assembleia conversou com fazedores de literatura em Mato Grosso.
A data celebra a criação da primeira biblioteca brasileira — a Real Biblioteca, criada em 29 de outubro de 1810, quando o acervo da Real Biblioteca Portuguesa foi transferido para o Rio de Janeiro, então capital do país, por decreto de Dom João VI. Após a Proclamação da República, em 1889, o espaço cultural passou a ser chamado de Biblioteca Nacional.
A atriz, escritora e narradora de histórias Alicce Oliveira bem sabe misturar expressões artísticas para prender a atenção dos ouvintes.
Com técnicas teatrais, canto, sonoridades, ela conta histórias que valorizam as culturas, por meio de lendas e memórias muitas vezes esquecidas.
Incentivar o interesse pela leitura é um dos objetivos do Plano Estadual do Livro, da Leitura, da Literatura e da Biblioteca de Mato Grosso, instituído em 2022, por meio da lei 1.820, aprovada aqui na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
No entanto, o Plano ainda demanda de implementação. Maria Teresa Carracedo, editora da Entrelinhas, reflete sobre tal demanda para o mercado editorial de Mato Grosso.
De toda maneira, um ponto é consenso entre todos os fazedores de literatura do Estado: é necessário incentivar a produção mato-grossense. Lorenzo Falcão, jornalista, escritor e um dos membros da Academia Mato-grossense de Letras, destaca:
Então, se a proposta é incentivar a literatura do Estado, que dialoga também com outras artes, vamos encerrar essa reportagem com um trecho da poesia “Enluarados”, de Luciene Carvalho, presidenta da Academia Mato-grossense de Letras. A obra compõe o CD Centelha, musicado por Ebinho Cardoso.
Confira matéria completa no áudio acima.
Fonte: ALMT – MT
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