Mais poços artesianos

Governo entrega máquina perfuratriz para Mato Grosso

A máquina de perfurar poços artesianos foi adquirida com recursos de emenda do senador Wellington Fagundes

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Política

Foto: Mayke Toscano

Na manhã desta terça-feira (1°), o Governo de Mato Grosso entregou uma nova máquina para perfurar centenas de poços no estado. A perfuratriz com caminhão de apoio foi adquirida com recursos de emenda do senador Wellington Fagundes (R$ 2,6 milhões) e com contrapartida do Executivo (R$ 400 mil), por meio do Programa Calha Norte (PCN), do Ministério da Defesa.

“Temos uma demanda no estado de quase 800 poços já catalogados. E com essa máquina atendendo com mais celeridade, rapidez e custo menor, poderemos adquirir outras, senão iríamos demorar muito tempo para atender essa demanda”, relatou o governador Mauro Mendes.

De acordo com o senador Wellington Fagundes, a emenda foi destinada visando ajudar o Estado a acelerar a resolução da demanda por água em determinadas regiões.

“O custo maior é o da máquina, que foi adquirida agora. E para ter produção e desenvolvimento, é preciso ter água de qualidade”, pontuou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, explicou que a máquina terá capacidade para perfurar poços em diferentes comunidades, por meio da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat).

“Esse é um trabalho fundamental, principalmente para os pequenos assentamentos, pequenos produtores, reservas indígenas, e para muitos municípios que precisam. Esse trabalho vai avançar, porque a demanda é gigantesca. Aonde houver necessidade, a Metamat vai estar lá auxiliando”, afirmou.

Segundo o presidente da Metamat, Juliano Jorge, milhares de famílias estão sendo beneficiadas pela perfuração dos poços e, com a nova máquina, o trabalho poderá avançar.

“Essa máquina é esperada há muito tempo. Já fizemos 58 poços com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio de um termo de cooperação, e estamos fazendo mais 75 poços de forma privada, oito deles em aldeias indígenas. Já atendemos em torno de 19 mil famílias em todo o Estado. Temos demanda da grande maioria dos 141 municípios. Queremos chegar com mais de 200 poços furados esse ano, atendendo mais de 200 mil famílias. Água é questão de saúde pública”, finalizou.

Também estiveram no evento: o general Ubiratan Poty, diretor do Departamento de Programa Calha Norte, do Governo Federal; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; o deputado estadual Wilson Santos; o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra; o presidente da MT Par, Wener Santos; e o ex-deputado federal Fabio Garcia.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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