Lucas do Rio Verde
Governo entrega batalhão e câmeras de monitoramento
O governador Mauro Mendes entregou, nesta terça-feira (20.03), o novo prédio do 13º Batalhão da Polícia Militar, lançou o programa de segurança pública Vigia Mais MT e visitou stands da feira agropecuária Show Safra em Lucas do Rio Verde
Política
O programa Vigia Mais MT prevê a instalação de 15 mil câmeras digitais de monitoramento nos 141 municípios mato-grossenses. Em Lucas, o termo de convênio foi assinado pelo governador Mauro Mendes e o prefeito Miguel Vaz para a entrega de 254 câmeras.
Conforme destacou o prefeito de Lucas do Rio Verde, o Governo de Mato Grosso tem sido parceiro do município, dando total apoio a importantes projetos e em vários setores. “Temos muito o que comemorar com essa parceria. Essas câmeras que estamos recebendo são equipamentos públicos importantes e vão reforçar a segurança e garantir mais eficiência para a segurança de Lucas”, disse.
O governador Mauro Mendes lembrou que o Governo do Estado está fazendo importantes investimentos para oferecer mais segurança à população mato-grossense. “Esta é a primeira etapa do Programa Vigia Mais MT, que vai entregar 15 mil câmeras de segurança para os 141 municípios do Estado. Mato Grosso vai estar no mesmo estágio de monitoramento que os países mais desenvolvidos. Esse é um passo importante feito em parceria com os municípios, nós compramos as câmeras e as prefeituras vão cuidar da instalação”.
Segundo Mauro Mendes, as câmeras também ajudarão no combate à sonegação fiscal.
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“A Secretaria de Fazenda consegue, com essas câmeras, fazer a leitura de uma placa de caminhão em questão de segundos. Se o caminhão carregado não tiver uma nota fiscal emitida com aquela placa, a secretaria já sabe que tem um veículo circulando sem nota fiscal. Com isso, também vamos combater a sonegação fiscal, melhorar a arrecadação e vamos ter mais dinheiro para investir na saúde, na segurança, na cultura e investir ainda mais no cidadão mato-grossense”, ressaltou.
Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, além de possibilitar a prevenção e, consequentemente, a redução da criminalidade, a vigilância eletrônica permite a captação de imagens que podem levar ao esclarecimento de crimes e recuperação de bens patrimoniais roubados como carros, motos, caminhões, celulares, entre outros.
“O Estado começa a criar uma ‘muralha digital’ com o objetivo de levar mais segurança à população. Nesse programa o Governo está investindo cerca de R$ 30 milhões, aliando os mais modernos recursos tecnológicos à segurança da população mato-grossense”.
Batalhão da PM
A obra do Batalhão teve investimentos de R$ 2,9 milhões, recursos do Governo do Estado e emendas parlamentares.
O comandante-geral da Policia Militar de Mato Grosso destacou a união entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Lucas do Rio Verde para a construção do novo quartel e proporcionar bem-estar para os policiais militares que operam na unidade.
“Fazer entrega apropriada para os policiais militares com super investimento para combater a criminalidade e ajudar ainda mais a população. Mais uma vez, o Governo do Estado, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde e a Polícia Militar fazendo um trabalho integrado”, destacou o comandante-geral da PMMT.
A nova sede do quartel possui 784 metros quadrados construídos dentro de uma área total de 9 mil metros quadrados.
Para o comandante da unidade, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi, a inauguração do novo quartel é um investimento histórico dentro da segurança pública do município. “É um momento histórico, pois a Polícia Militar em Lucas do Rio Verde terá uma sede própria e isso é muito importante. Só tenho a dizer que todo esse investimento chancela todo o trabalho feito pelos policiais militares no decorrer dos anos e a confiança que a sociedade tem na Polícia Militar nos trabalhos prestados aqui em Lucas do Rio Verde”, ressaltou.
Ainda em Lucas do Rio Verde, o governador Mauro Mendes entregou o Mercado do Produtor do Bairro Parque das Emas, para fomentar a agricultura familiar no município. A obra teve investimento total de R$ 2,7 milhões, e foi realizada por meio de um convênio com a Prefeitura.
O governador também entregou o centro de imagem do Hospital São Lucas, que recebeu investimento de R$ 6,2 milhões para a compra de equipamento de ressonância magnética e o aparelho de mamografia.
Acompanharam o governo ao município os senadores Margareth Buzetti, Wellington Fagundes e Jaime Campos, deputados federais Fábio Garcia, Coronel Assis e Abílio Brunini, deputados estaduais Elizeu Nascimento, Júlio Campos, secretários de Estado Coronel César Roveri (Sesp), Cesar Miranda (Sedec), Jefferson Neves (Secel), e o comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes.
Vila Bela da Santíssima Trindade
Governador Mauro Mendes também esteve nesta terça-feira em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 562 km de Cuiabá) para participar das comemorações dos 271 anos do município, completados neste domingo (19). Durante a solenidade, o governador Mauro Mendes fez a tradicional transferência simbólica da Capital de Mato Grosso para o município, assinou ordens de serviço e lançou novos programas de Segurança Pública e habitação.
As ordens de serviço preveem o asfaltamento de 1,5 km na rodovia que dá acesso ao frigorífico BMG Foods e a elaboração de projeto para asfaltamento da MT-199. A rodovia é considerada uma importante ligação da cidade com o país vizinho, a Bolívia, e é um dos pleitos antigos dos moradores.
A área da segurança pública também foi contemplada pelo Governo de Mato Grosso, que entregou equipamentos e 38 fuzis ao Grupo Especial de Fronteira (Gefron), e lançou o programa Vigia Mais MT. O projeto prevê a instalação de 46 câmeras de videomonitoramento no município.
Também receberam as câmeras os municípios de Conquista D’Oeste, Campos de Júlio, Comodoro, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Jauru, Sapezal, Indiavaí, Curvelândia, Salto do Céu, Rondolândia, Vale de São Domingos, Mirassol D’Oeste e Cáceres. Ao todo o investimento foi de R$ 1,7 milhão.
O Governo de Mato Grosso ainda assinou a carta de intenção para que Vila Bela da Santíssima Trindade e San Ignácio de Velasco (Bolívia) sejam consideradas cidades gêmeas.

Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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