"EM TODO ESTADO"
“Governo do Mauro pensa no todo e o reflexo das obras e ações é no social”, afirma prefeito de Campo Verde
Alexandre Lopes reforçou a importância dos investimentos promovidos pela gestão Mauro Mendes no Governo do Estado
Política
O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (PDT), fez questão de frisar que os investimentos feitos pela gestão Mauro Mendes no Governo do Estado, sejam em obras de infraestrutura, construção e reforma de escolas e entrega de máquinas para serem utilizadas na agricultura familiar, são ações sociais que impactam beneficamente na vida da população de um município, ou mesmo de toda uma região.
“Sempre que pude, fiz questão de afirmar que o governador Mauro Mendes, além de lidar muito bem com a questão de infraestrutura, tem visão social de uma maneira muito forte. Ele sabe e nós reconhecemos que todos os investimentos feitos no Estado impactam e melhoram diretamente e vida de todas as pessoas”, afirmou.
Alexandre contou que por meio de convênio com o governo, a prefeitura está licitando 20 quilômetros de asfalto novo na Estrada do Garbugio, que vai ligar o Assentamento Dom Osório à sede do município. São investidos R$ 9,5 milhões nessa obra.
Para fortalecer a agricultura familiar, foram entregues ao município um trator agrícola, oito tanques resfriadores e duas grades aradoras, uma câmara fria, mudas de banana, sêmen e embriões bovinos e toneladas de calcário.
“Essa ação vai fortalecer os produtores da agricultura familiar desse assentamento de reforma agrária. Vai dar condição a essas famílias de levarem seus produtos às feiras, mercados e aumentarem suas vendas. Esse asfalto e as máquinas vão fazer com que a vocação da produção do assentamento seja descoberta, fomentando e melhorando a vida das 540 famílias que ali vivem e produzem”, explicou.
Outra obra de destaque da gestão Mauro Mendes que o prefeito afirma que já está levando desenvolvimento para toda da região é o asfaltamento da MT-140, que liga Campo Verde a Nova Mutum, passando pelos municípios de Nova Brasilândia, Planalto da Serra e Santa Rita do Trivelato.
Na região, mais de 90 quilômetros de asfalto novo já foram concluídos na MT-140 e outros 224 km estão em andamento ou com as obras já contratadas.
“Esses municípios já estão vendo a mudança e o desenvolvimento: abertura de novas empresas e de novas frentes de serviço, que garantem aumento na geração de empregos e de renda da população. Uma mudança imensurável para a vida de todas as famílias, uma grande ação social”, destacou Alexandre Lopes.
“O mesmo asfalto que leva a carga de soja é o asfalto que leva um paciente para tratamento de saúde. É um governo que tem pensado no todo, mesmo quando um assunto é puxado por uma bandeira, o reflexo de obras e muitas ações é no social”, completou.
O prefeito ainda citou a construção de escolas novas e reformas de unidades. “A escola tem que ser atrativa para os alunos e junto com a questão pedagógica, o ciclo se completa, faz com que os alunos tenham na educação o instrumento de transformação de suas vidas e de sua família. Uma ação de transferência de renda é importante, mas tem prazo para acabar. A educação, o conhecimento ninguém tira do aluno e, por isso, é a maior transformação social”.
Em Campo Verde, por meio de convênio, o governo está construindo três novas escolas estaduais, reformando e ampliando outras duas unidades, além de repassar recursos para a construção de salas de aula em escola municipal. A construção da Escola Técnica Estadual também está em andamento, com investimento de R$ 11,6 milhões.
Nas ações sociais, o governo já destinou R$ 278,8 mil para famílias atendidas pelo Ser Família Emergencial, e distribuiu 4 mil cestas básicas, mais de 2 mil cobertores e 162 filtros de barro.
Em todo Estado
Até dezembro, a gestão Mauro Mendes entrega 2,5 mil quilômetros de asfalto novo e outros 1,9 mil km de asfalto recuperado. Além disso, comprou 385 mil luminárias de LED e firmou convênios com 136 municípios para que instalação das lâmpadas, que vão garantir mais segurança para os moradores com ruas melhor iluminadas.
Na agricultura familiar, já foram investidos R$ 298 milhões em máquinas e equipamentos, entre outras ações que fomentam os pequenos produtores e, na educação, são 20 escolas novas já entregues e outras 37 com obras em andamento.
Já no social, mais de 100 mil famílias são atendidas pelo Ser Família Emergencial, foram distribuídas mais de 1,3 milhão de cestas básicas, entregues 10 mil escrituras de casas registradas em cartório e oferecidas 9,7 mil vagas de cursos de qualificação.
A gestão Mauro Mendes investe na construção de casas populares. Serão 3,4 mil unidades para famílias em situação de pobreza extrema. E mais de 40 mil que serão construídas em parceria com as prefeituras.
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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